09 de julho de 2026
Regional

TCE flagra irregularidades em quatro escolas da região de Bauru

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

TCE/Divulgação
Na Emef Elza de Oliveira Antonio, em Avaí, TCE deparou-se com telas de proteção da cozinha danificadas; em escola de Macatuba, feijão com data de validade vencida

Tribunal de Contas do Estado (TCE) vistoriou, na terça-feira (31), 18 escolas na região, 12 delas na área da Unidade Regional do órgão em Bauru, para avaliar a qualidade da merenda servida aos alunos e condições em que os alimentos são preparados. Em quatro unidades, foram encontradas irregularidades como produtos vencidos, animais circulando pelos refeitórios e armazenamento inadequado de alimentos (Leia mais aqui).

Os municípios alvos da fiscalização foram Avaí, Bocaina, Borebi, Duartina, Garça, Getulina, Igaraçu do Tietê, Itaju, Jaú, Lençóis Paulista, Lucianópolis, Macatuba, Marília, Ourinhos, Presidente Alves, Santa Cruz do Rio Pardo, São Manuel e Ubirajara.

Sujeira

Na Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Elza de Oliveira Antonio, em Avaí, agentes se depararam com telas de proteção nas janelas e bancos deteriorados, alimentos vencidos, falta de câmara fria e de desratização e desinsetização vencidas.

Na Escola Estadual Professora Iracema Leite e Silva, em Borebi, segundo o TCE, cães e aves circulavam pelo refeitório. A unidade também possui problemas estruturais, como falta de prateleiras e gabinetes, além de sujeira no local de preparo da merenda

Na Escola Estadual Fernando Valezi, em Macatuba, os problemas detectados foram alimentos com o prazo de validade vencido (feijão), substituição de itens previstos no cardápio do mês em razão da falta de alguns produtos e carne com alto teor de gordura.

Em Presidente Alves, agentes encontraram na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Maria Cecília Ribeiro dos Santos estrutura física precária, com utensílios quebrados e sujos e salsicha e temperos vencidos, além de alho estragado e ovos quebrados.

De acordo com o diretor da Unidade Regional do TCE em Bauru, José Paulo Nardone, além dos problemas pontuais, as unidades apresentaram, de forma geral, limitada oferta de qualidade (pão puro), falta de alvarás e condições precárias de higiene na cozinha e refeitório.

Ele também ressalta que, na maioria das escolas, não há acompanhamento de nutricionista, uso adequado de vestimentas pelas merendeiras, disponibilização antecipada do cardápio, Conselho de Alimentação Escolar (CAE) atuante e serviços de controle de pragas válidos.

“A operação acabou demonstrando que há um despreparo muito grande. Não é só falta de recurso. Identificamos situações que não são pontuais”, diz. “O balanço que a gente faz é que há, em alguns lugares, abandono e falta de zelo, uma gestão desqualificada em relação à merenda”.