11 de julho de 2026
Nacional

Jogador preso por estupro coletivo no Rio é liberado

Por Constança Rezende e Fábio Grellet | AE
| Tempo de leitura: 2 min

O jogador de futebol Lucas Perdomo Duarte Santos, de 20 anos, preso desde a última segunda-feira sob acusação de participar do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos em uma favela da zona oeste do Rio, foi libertado às 18h20 dessa sexta (3), um dia após a Polícia Civil recomendar sua soltura, alegando que não há necessidade de mantê-lo preso.

Dois suspeitos continuam presos e cinco estão foragidos. Ontem, a polícia encontrou e apreendeu um telefone celular que teria sido usado para filmar a adolescente durante o estupro. Mais três pessoas passaram a ser investigadas.

"Só quero retomar a minha carreira. Está provado que sou inocente. Quero retomar a minha vida, ficar com minha família e esquecer o que aconteceu", afirmou Lucas ao sair da prisão.

O atleta do Boavista disse que esteve apenas uma vez com a jovem, mas não detalhou o relacionamento entre eles. "Não tenho relação com ela. Não sei de nada, não."

Segundo a Polícia Civil, Lucas já manteve um relacionamento amoroso com a vítima do estupro. "Até agora, não temos provas suficientes da participação dele. Isso não quer dizer que Lucas seja inocente ou não tenha nenhuma participação no crime, mas se tornou desnecessário mantê-lo preso", afirmou a delegada Cristiana Onorato Bento, da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), que investiga o caso.

Os pais do jogador, Silvio Cesar Duarte dos Santos e Leila Maria Perdomo, além da namorada dele, aguardavam o rapaz na porta do presídio. "Meu filho é um vencedor. Baile funk, nunca mais", afirmou o pai. Questionado sobre o que aconteceu no dia do estupro, disse que o filho "não contou nada".

Os cinco que ainda estão foragidos são Marcelo Miranda da Cruz Correa e Michel Brazil da Silva, suspeitos de divulgar vídeos e fotos da vítima durante o estupro; Sérgio Luiz da Silva Júnior, o Da Russa, gerente do tráfico no Morro da Barão, que, para a delegada, teria autorizado o estupro; Moisés Camilo de Lucena, de 28 anos, acusado pela vítima de tê-la segurado durante o estupro; e um homem identificado como Jefinho, que teria envolvimento com o tráfico.