| Samantha Ciuffa |
| Vera Lúcia Durand (CPP), Idenilde Almeida Conceição (Apeoesp), Maria José de Oliveira (Udemo), Maria Helena Catine (Udemo), Danila Zamboni (Apampesp), Neuza Aracy Sampaio (CPP) e Maiuzy Miranda (SindSaúde) explicam as reivindicações das entidades |
Entidades de classe representativas dos professores ativos e aposentados de Bauru e região iniciaram, nesta semana, mobilização em prol de reajuste salarial. Entre outros pontos, eles pedem ao governo do Estado reposição de 16,6%, referente às perdas inflacionárias da categoria nos últimos dois anos.
Caso o reajuste não seja concedido, as representantes das entidades afirmam que paralisações podem ocorrer nas escolas estaduais de Bauru e região no segundo semestre.
“A categoria está unida. Estamos em estado de greve e há esse indicativo, porque nosso reajuste não está na previsão orçamentária. Nossa data base foi em março e até agora nada”, afirma Idenilde de Almeida Conceição, diretora do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp).
Também participam da mobilização o Centro do Professorado Paulista (CPP), o Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo (Udemo) e a Associação dos Professores Aposentados (Apampesp).
A categoria exige ainda a realização de concursos públicos para diretores e supervisores de escola. “60% dos diretores hoje são designados. Há 1,8 mil cargos vagos em todo o Estado”, aponta Neuza Aracy Sampaio, do CPP.
As entidades também pedem paridade salarial, rechaçam o sistema de bonificação e dizem ser contrárias à implantação da Categoria O (espécie de professores substitutos), que consideram “manobra para a não contratação regular de professores para a rede”, aponta Maria Helena Catine, do Udemo. As entidades apontam ainda que desde 1997 os reajustes concedidos pelo governo foram abaixo da inflação.
OUTRO LADO
Sobre a mobilização, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo disse que entende a importância da valorização constante da categoria e reitera que mantém a mesa de negociação aberta. A pasta diz que a data-base para reajuste é julho.
“É preciso esclarecer, ainda, que não é verdade que o Estado tem dado reajuste inferior à inflação, tanto que entre 2011 e 2014 os docentes garantiram um aumento de 45% em seus salários”. O Estado diz ainda que piso salarial de São Paulo é 13,1% superior ao decretado pelo MEC.
“Na rede estadual paulista, o salário inicial para professores com formação superior é de R$ 2.415,89 para 40 horas semanais, enquanto o determinado pelo Ministério é de R$ 2.135,64”.
Sobre a realização de concursos públicos para diretores de escola, a secretaria diz que o governador Geraldo Alckmin autorizou no dia 29 de abril deste ano a realização de concurso para a contratação de 1.878 diretores de escola, 2.000 professores e 1.061 agentes de organização e de serviços escolares.
“O sistema de bonificação é importante porque os profissionais da Educação podem conquistar o reajuste salarial anual de 10,5% por meio da valorização pelo mérito. E recebem bônus por resultados obtidos por seus alunos. Se a educação avança, educadores ganham bonificação”, finaliza a pasta.