A Câmara aprovou junto com o pacote de projetos de reajustes salariais do funcionalismo público a criação de mais de 14 mil cargos para diversos órgãos federais. Os novos postos de trabalho estavam previstos em pelo menos dois dos 14 projetos votados de uma só vez na madrugada desta quinta-feira (3).
A divulgação dos números pegou de surpresa muitos líderes da base aliada, que já tinham demonstrado desconforto em ter de orientar voto a favor da aprovação dos reajustes salariais, em meio à previsão de déficit de R$ 170,5 bilhões nas contas públicas. Os reajustes terão impacto de mais de R$ 50 bilhões até 2019.
Com a repercussão negativa, o governo se apressou para tentar esclarecer que os novos cargos não gerarão aumento de despesas, o que de fato está previsto nos projetos. O presidente interino, Michel Temer, pediu explicações ao ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira.
O ministro divulgou nota informando que nos projetos que permitem a criação de um total de 14.619 cargos um artigo estabelece que a remuneração dos cargos criados será compensada pelos valores correspondentes aos salários dos cargos extintos. De acordo com o Ministério do Planejamento, os projetos aprovados preveem a extinção de um total de 16.191 cargos. Entre os cargos previstos nos projetos aprovado pela Câmara, a maior parte será destinada ao Ministério da Educação (MEC).