09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

A estupidez de um País segregado

Ivan Garcia Goffi
| Tempo de leitura: 2 min

Se não fosse algo tão prejudicial para o desenvolvimento de uma nação, a estupidez do brasileiro seria hilária, senão patética. Um portal de internet divulgou nessa semana uma passeata onde um grupo afro-interessado-em-qualquer-coisa denuncia a horrorosa cifra da mortandade de negros no Brasil: 23.000 anuais! Deixa-me ver: depois dos 13 anos de legado de insegurança pública, o país amarga a cifra de 50.000 assassinatos por ano. Só de cidadãos!! Não importa se é negro, branco ou amarelo, mestiço ou cafuzo. Tirando os 23.000 negros, teríamos então 28.000 assassinatos de brancos? Não sei.


Por falar em negro, recentemente os esquerdopatas dispararam contra o presidente Temer argumentando que o seu ministério não tinha diversidade, ou seja, para ser bom teria que ter gays, lésbicas, mulheres e negros. Aceitar esse raciocínio obtuso seria tão estúpido quanto dizer que o governo Dilma foi um fracasso exatamente por ter esse tipo de gente enfiada nos cargos!


Por falar em negroII, querem jogar nas costas da sociedade a morte do menino (negro) de 10 anos, que estava dirigindo um veículo roubado, donde ele disparou três vezes contra a polícia. Justo um “menino” que, apenas neste ano, já tinha três passagens pelo mesmo crime violento. Agora a mãe vem declarar que “era saudável e um ótimo aluno”. Talvez, dessa opinião, não compartilhassem suas vítimas.


Mas, ainda não é neste ponto que quero fincar bandeira. Em crescente alarde estão os movimentos feministas contra a cultura do estupro, uma abominável forma de submissão (des)humana, de fato. Mas onde estão os movimentos sociais enquanto proliferam, em ritmo vertiginoso, vídeos de meninas de 5 a 10 anos em danças eróticas indecorosas, rebolando como se fosse o ritual de acasalamento de alguma espécie no cio? E o que é pior, sob aplausos dos adultos! E isso quando não aparecem em algum programa de auditório para ovação dos espectadores e delírio dos pais! Que lindas!!


Nosso problema não é estarmos focados no problema da mulher, da criança, do negro, do índio, do sem teto, do sem comida, do sem crédito, do sem carro e outras cretinices trazidas por esse maldito governo populista que nos destruiu. Nosso problema é a segregação consentida, ordinária, nociva, que cada vez mais se preocupa com discussões ideológicas fragmentadas, compartimentadas, antes de ver que a solução só existe se encararmos o problema como nação, una e indivisível. O que é mal para um, é mal para todos! Até lá, por favor, alguém forme um grupo #contramortedebrancostambém. Que coisa mais idiota esse meu país.