10 de julho de 2026
Geral

Nova área abre caminho para resgate aéreo, enfim, virar realidade em Bauru

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Samantha Ciuffa
Placa indica a autorização ambiental em terreno que será ocupado pelo Corpo de Bombeiros

Um terreno de mais de 8 mil metros quadrados, na avenida Odilon Braga, Jardim Aeroporto, vai receber futuramente a sede do 12º Grupamento de Corpo de Bombeiros e, com isso, permitir a implantação do resgate aéreo em Bauru, atendendo também toda a região.

A área pertence atualmente à Prefeitura de Bauru e, nesta semana, a Câmara Municipal aprovou, em primeira discussão, projeto do Poder Executivo bauruense para doação ao governo estadual, com a finalidade de abrigar a sede do grupamento.

Se aprovado em segunda votação, na próxima segunda-feira (13), o texto será sancionado pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e, depois, dependerá de publicação de Decreto no Diário Oficial do Estado, assinado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), confirmando a propriedade da área para o Estado e seu uso para os Bombeiros. Inclusive já foi solicitado pela corporação que o Orçamento do Estado de SP, em 2017, reserve R$ 5 milhões para a construção do prédio.

O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) já manteve contato com Alckmin para que o recurso seja liberado o quanto antes. Anteriormente, Tobias também havia solicitado à Cetesb agilidade na análise do processo de liberação do uso do terreno para esta finalidade.

Samantha Ciuffa                                                     João Rosan/JC Imagens
O capitão Helder Kato; o deputado Pedro Tobias e o prefeito Rodrigo Agostinho  

No dia 25 de abril, o processo foi concluído no órgão ambiental, liberando a área para a construção do prédio. No entanto, por se tratar de local com cerrado nativo, apenas metade do terreno poderá ter área construída (pouco mais de 4 mil metros quadrados), e o restante deverá preservar a vegetação.

Isso só foi possível porque a finalidade do imóvel será de utilidade pública. Os bombeiros tem pré-projeto do prédio, e trabalham agora na elaboração do projeto definitivo. Porém, não há prazo para início das obras, justamente porque é necessário a liberação de recursos junto ao governo paulista.

‘Estratégica’

A localização do terreno, que fica entre a sede da Polícia Federal e o Grupamento Aéreo da Polícia Militar (onde está a base do helicóptero Águia) é estratégica. Haverá uma ligação entre a área que será dos bombeiros com o espaço já usado pela PM.

“Quando o Corpo de Bombeiros for acionado para uma ocorrência que necessite de acesso aéreo, estaremos ao lado do Águia”, lembra o chefe da Seção Administrativa da corporação, capitão PM Helder Kato.

O helicóptero atual precisaria ser adaptado e, no futuro, uma nova aeronave poderá ser destinada a Bauru. O trabalho de resgate aéreo envolve uma parceria entre a PM, que é a responsável pelo Águia (incluindo a manutenção e condução da aeronave), os Bombeiros, e médicos do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgências Paulista (GRAU). Profissionais de todos eles estarão envolvidos nos resgates aéreos.

“É uma integração de ordem entre bombeiros, Polícia Militar e GRAU. Inclusive já temos em nosso efetivo enfermeiros treinados com o curso de tripulante, aptos a trabalhar no resgate aéreo”, menciona o capitão.

A saber: apenas três cidades paulistas têm resgate aéreo em operação no momento: São Paulo, Campinas e São José dos Campos.

Administração

O prédio vai sediar todas as atividades administrativas dos bombeiros em Bauru, que atualmente estão distribuídas nos três quarteis da cidade. Haverá também uma base operacional, para atender a região sul da cidade. “A intenção é diminuir o tempo-resposta para oito minutos nessa região de Bauru. Hoje, está em cerca de dez minutos”, salienta Helder Kato, chefe da Seção Administrativa do 12º Grupamento de Bombeiros.

Ele salienta, contudo, que esta será uma quarta base, sem prejudicar as três já existentes – no Centro (rua Marcondes Salgado), Vila Falcão (próximo ao estádio do Noroeste) e no Distrito Industrial 1. “O trabalho operacional seguirá nesses locais e ainda vamos ter mais um, pois além da parte administrativa, o prédio que será construído perto do Aeroclube também terá viaturas e equipes”, aponta. Outra vantagem de novo prédio é o atendimento. Pessoas que vão ao Corpo de Bombeiros por conta de laudos técnicos e autos de vistoria, por exemplo, terão espaço mais adequado.

“Para o atendimento ao público, o prédio do Centro ficou pequeno. Então uma nova sede ajudaria neste sentido também e, onde usamos para a parte administrativa, ficaria só com o operacional, portanto sem prejuízo algum à população. Pelo contrário, as pessoas terão um espaço melhor de atendimento no setor administrativo, e o trabalho de campo seguirá o mesmo”, conclui o capitão Helder Kato.