09 de julho de 2026
Cultura

Djavan: pleno e inspirado para show em Bauru

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
Djavan chega a Bauru no sánado com clássicos e novidades

São 41 anos de carreira, quase 400 músicas e 23 álbuns, sempre com o frescor, a poesia e o dom de compor clássicos que poucos têm como Djavan. 

“É um trabalho que desenvolvo com a mesma alegria desde o primeiro instante; alegria de fazer o que faço, a minha profissão”, disse o cantor em entrevista ao Jornal da Cidade.

Trazendo hits que fazem parte da vida de muita gente e novidades, vem a Bauru neste sábado, 11 de junho, na Sagae Eventos, com o show da turnê “Vidas pra contar”, seu mais recente trabalho, lançado em 2015.

O CD e o show evidenciam diversidade musical do artista e talento de sua banda.

“Esse show traz o disco novo, músicas de outras épocas e vários clássicos. O difícil é fazer a costura que justifique o show e garanta a interatividade com o público do começo ao fim. A gente acaba conseguindo pela experiência e pelo fato de ter um público fiel e heterogêneo, de várias classes sociais e faixas etárias. O repertório envolve todas essas nuances”, antecipa.

Desejo e sina

JC – Você sempre produziu muito, com um intervalo de 2 ou 3 anos entre cada disco: de onde a inspiração?
Djavan – “Eu gostaria de romancear e fantasiar nessa resposta, mas a inspiração é a mesma de quando se desenvolve qualquer profissão que a pessoa gosta. Sou um profissional da música. Quando preciso compor eu sento e componho. A inspiração vem de tudo. O olhar do sujeito que trabalha com arte está sempre antenado em pessoas, lugares, coisas, natureza, enfim, as sensações pessoais”. 

JC – Qual música não pode faltar no seu show?
Djavan – “Tem clássicos desde o começo da carreira, é até difícil nominar. Há músicas cativas em shows, como ‘Flor de Liz’, ‘Sina’, ‘Oceano’... Eu costumo fazer uma seleção e tento colocar as que não canto há algum tempo. O clássico é isso: você pode ficar anos sem cantar e, quando canta, é como se tivesse cantado o tempo todo. As pessoas interagem da mesma maneira”.

JC – Considera alguma delas a mais completa ou mesmo mais inspirada?
Djavan – “Não, porque todas têm a mesma dedicação e o mesmo objetivo: alcançar aquilo que a música se propõe a fazer, o que quer expor naquele momento, porém, sempre com algum frescor na escrita, melodia ou harmonia. É isso que se busca em cada música, sobretudo, quando se tem tanto tempo de carreira”.

JC – O que representa nesse momento da vida e da carreira fazer turnê? Ainda dá frio na barriga? Algo ainda o surpreende com o público?
Djavan – “Sim, porque isso é inerente a quem se encontra diante de uma plateia. A gente está treinado, não tem problema, mas sente aquela apreensão gostosa, que faz parte da vida do artista. Cada lugar que você chega é uma é uma plateia nova, por isso, é um show realmente novo. Você nunca canta para a mesma plateia. Ainda que faça muitos shows no mesmo lugar, no mesmo dia, vai ser diferente”.

JC – O que significa gravar disco em tempos digitais? 
Djavan – “O que se busca hoje é uma adaptação aos novos tempos. A vida está cada vez mais online e digital. O disco físico perdeu o valor comercial, mas a gente precisa continuar gravando mesmo assim, porque disco abre uma temporada e é um cartão de visita. Temos que estar envolvidos com o formato novo de comercialização, de veiculação, de divulgação. Hoje em dia tudo obedece ao trâmite online. E temos no escritório uma equipe que cuida especificamente disso, que já é o presente e o futuro”. 

JC – E como é sua relação com o público conectado?
Djavan – “O contato é imediato, gratuito... Esse contato com o público hoje pelas redes sociais seria impensável 10 anos atrás. Há uma naturalidade enorme, sobretudo, para divulgar os trabalhos. As pessoas se manifestam. Dizem quem são e o que sou na vida delas, falam sobre as músicas.... É mesmo muito bom!”.

Serviço

Djavan: sábado, 11/06, na Sagae Eventos. Abertura dos portões às 21h, show à meia-noite. Ingressos e informações: www.pr2entretenimento.com.br e (14) 3208-1826.