Normalmente e aparentemente podemos dizer que somos vencedores depois de uma certa idade, quando já temos os bens materiais básicos e uma condição razoável de estabilidade financeira. Mas não o “José”. Ele é um dos nossos acolhidos, pois fazemos parte da Família Acolhedora. Para começar, ele foi vilipendiado a gravidez toda, pois sua “mãe”, além de beber e usar drogas durante toda a gestação, fez todo tipo de estripulia durante esse período. Tanto que ele nasceu com a Síndrome Alcoólica Fetal e muito antes do tempo estabelecido. Além disso, não fez um pré-natal, apresentou sífilis congênita, icterícia, disfagia orofaríngea, dentre outras coisas.
Depois de dois meses e meio internado, ele veio para nossa casa, iniciou-se então sua vitória... Hoje ele está com quase sete meses e também graças à dra. Kátia Semeghine Caputo e à Sorri ele já é outro bebê, sorridente, saudável e apesar de “miúdo”, é muito esperto.
E quando muito raramente nós, pais acolhedores, nos sentimos cansados ou inseguros com relação ao futuro dele, ele sorri e pronuncia aquilo que achamos que é “Gui” e nos percebe com aqueles olhos de azeviche... Tudo se transforma, brilha, sua alma reluz e nos conforta. Sim, com frequência é ele que nos dá força para continuar, não o contrário. Aprendemos muito com a Família Acolhedora e com a Sorri. Um mundo que não conhecíamos e, graças a Deus, hoje somos melhores do que antes! Obrigado ao José, Gabriel, Joaquim, Islan, Laura, Ana Laura, Bernardo o os outros que virão para nos dar e receber amor.