Sobre minha Bauru, comecei a ver novamente notícias de que a avenida Rodrigues Alves será recapeada. Ônibus, motocicletas e até pedestres já não têm mais segurança em transitar por essa via, principalmente entre as avenidas Nações Unidas e Pedro de Toledo. Lembrei-me de outra reforma realizada há alguns anos, quando trocaram postes e cabeamento elétrico nessa avenida, porém, mantendo o mesmo sistema aéreo de mais de um século de existência. Aquela aberração visual quando olhamos pra cima. Pensei na “minha” Bauru. Uma cidade do interior que mesmo havendo crescido mantém o “jeitinho” de vila. Uma cidade que privilegia o “ser humano”, sem se descuidar das necessidades de mobilidade urbana.
Uma Bauru onde a Rodrigues Alves, nesse trecho do centro da cidade, é um grande parque com calçamento de pedras portuguesas. bem assentadas logicamente, com gramados, pequenas árvores, flores e postes de iluminação como aqueles antes encontrados nas praças. Pouco mais altos que as próprias pessoas. Aqueles por onde os cabos elétricos são subterrâneos e pode-se olha pra cima e ver o céu, sem aquelas barbaridades “esticadas” de um lado ao outro. Aquele local onde, aos finais de semana, as pessoas se encontram e passeiam, simplesmente por passear.
Onde a sorveteria e os cafés podem colocar suas mesas, como ainda se vê em localidades nas quais as pessoas são o que realmente importa.