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| Nessa segunda (20), ladrões derrubaram parte do muro do CCZ e furtaram quatro cavalos; vigia estava de folga |
Os prédios e espaços públicos em Bauru estão vivendo uma grande onda de depredações, vandalismos, furtos e até roubos nos últimos meses. As ações dos criminosos sempre ocorreram, porém, os órgãos confirmam que se intensificaram muito atualmente. Nessa segunda-feira (20), por exemplo, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) e uma Unidade de Produção do DAE foram as mais recentes vítimas.
Os crimes acabam prejudicando a população como um todo, pois muitas vezes serviços essenciais acabam sendo interrompidos temporariamente. Apenas do começo do ano até agora, a Secretaria de Obras, por exemplo, contabiliza grande quantidade de roubos e furtos. Bandidos já entraram três vezes na usina de asfalto e chegaram a levar baterias de seis caminhões de uma só vez. Na sede da pasta, na avenida Nuno de Assis, um carro foi levado em abril e, em quatro ocasiões anteriores, outros veículos foram danificados.
A pasta contabiliza também três furtos de fios de energia no Parque Vitória Régia e dois furtos na serralheria, localizada junto ao almoxarifado da prefeitura, no Jardim Redentor. “Furtos e atos de vandalismo sempre aconteceram, infelizmente, mas, de uns sete meses para cá, percebemos que a quantidade disparou. Praticamente toda obra que a prefeitura faz também tem alguma coisa furtada. É difícil afirmar, mas é possível que este aumento percebido tenha uma relação com a crise do País”, lamenta o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues.
Tanto na usina de asfalto quanto na sede da Secretaria, a intenção é instalar câmeras de monitoramento ainda neste ano.
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| Praça Jd. Godoy - 2016. Em janeiro deste ano, o JC mostrou o grande problema da Praça do Jardim Godoy; além de alambrado, até as mudas foram levadas |
| Poço Vargem Limpa - 2015. Em julho de 2015, criminosos atacaram o Poço da Vargem Limpa pela quarta vez; vários bairros do município ficaram sem água |
| Ecoponto Sorocabana - 2014. Entre tantos ataques, o Ecoponto da quadra 2 da rua Sorocabana foi invadido em dezembro de 2014; até fogo os invasores atearam |
Canteiro de obras
Entre os canteiros de obras prejudicados em 2016, estão uma praça em construção no Jardim Godoy (onde até mudas de árvores foram levadas), a recém-inaugurada Cozinha Comunitária (furtada quatro vezes durante as obras) e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), alvo de diversas ações de criminosos nos últimos meses.
“Durante a fase da obra, a responsabilidade ainda é da empresa. Quando o local é inaugurado, passa a ser da prefeitura. De toda forma, são situações que sempre prejudicam o munícipe, seja pelo atraso das obras ou porque algum serviço é interrompido, como ocorreu com o tapa-buraco, quando levaram as baterias dos caminhões”, aponta Rodrigues.
Cavalos furtados
Nessa segunda (20), o CCZ, subordinado à Secretaria da Saúde, teve quatro cavalos furtados. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, o vigia do dia estava de folga e não houve condição de reposição.
FALTA D’ÁGUA
Ainda nessa segunda, foram levados os cabos elétricos da entrada de energia do Poço Bauru 25, no Núcleo José Regino . É o segundo ataque nesta Unidade de Produção em dois dias. Na manhã de anteontem, técnicos da autarquia constataram o mesmo furto no poço.
Escolas municipais também são frequentemente atacadas por criminosos, que, muitas vezes, não levam nada, mas danificam o patrimônio, a exemplo dos Ecopontos, estes de responsabilidade da Secretaria de Meio Ambiente (Semma).
Patrulha preventiva
O tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), frisa que a PM procura dar respaldo aos órgãos públicos. “A preservação do patrimônio é sempre uma responsabilidade do proprietário. Mas, claro que sempre que a prefeitura ou alguma secretaria solicita um reforço na segurança, procuramos atender”, afirma. “E fazemos um patrulhamento preventivo, conforme a incidência de crimes”, completa.
De acordo com Kitazume, a maioria dos furtos são de pequena quantidade, com o objetivo de levantar dinheiro para a compra de entorpecentes. “São os chamados ‘furtos de bagatela’. A pessoa entra para levar metais, fiação e outros produtos, para conseguir trocar por droga depois. É uma questão que envolve a segurança pública, mas é também social”, finaliza.
173 vigias para monitorar 250 locais
O corregedor da Divisão de Vigilância da Prefeitura de Bauru, ligada ao Gabinete do prefeito, Victor de Barros Rodrigues, explica que são 173 vigias para dar conta de aproximadamente 250 locais de responsabilidade da administração direta, não incluindo portanto DAE, Emdurb e Funprev. Quase todos os vigias trabalham no esquema 12 horas trabalhadas por 36 de folga, e a escala é feita conforme a necessidade de cada local.
“Alguns espaços nunca podem ficar sem vigia, como a sede da prefeitura (Cerejeiras) e as sedes de secretarias, por exemplo. Nos demais locais, a escala leva em conta a necessidade, e fazemos uma ronda constante também nos imóveis do município, incluindo as escolas”, menciona. Os profissionais não portam armas de fogo, pois são vigias, e não vigilantes. Já as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) tem a segurança terceirizada.