| Malavolta Jr. |
| Trabalhadores pedem agilidade da Justiça para que possam sair de “condição de incerteza” |
Funcionários do frigorífico Mondelli realizaram uma manifestação em frente ao Fórum de Bauru, na tarde dessa terça-feira (21), para reivindicar agilidade da Justiça no processo que determinou a falência da empresa. Eles pedem para que a juíza da 1.ª Vara Cível, Rossana Mergulhão, autorize a realização do leilão para venda do patrimônio do frigorífico o mais breve possível.
“Queremos sair dessa condição de insegurança, de incerteza com o nosso emprego. Nossa expectativa é de que, assim que a empresa tiver um novo dono, nossa situação seja normalizada”, comenta Evandro Aparecido Nunes Pereira, funcionário do Mondelli há cinco anos.
Após o protesto, uma comissão de trabalhadores foi recebida pela juíza Rossana Mergulhão. Segundo informações prestadas pelo Fórum, a magistrada adiantou que já tem em mãos a avaliação do patrimônio, feita por um perito particular, e que deverá apreciar o pedido de homologação do leilão até o início da próxima semana.
Neste intervalo, contudo, ela deve decidir se irá pedir a manifestação das partes interessadas do processo, como os acionistas que pertencem à família Mondelli e a Hapi Comércio Alimentícios Ltda, gestora do frigorífico nomeada pelo Judiciário. De qualquer maneira, uma eventual homologação será passível de recurso e, por isso, não é possível determinar prazo para a efetivação da venda da empresa.
Em recente entrevista ao JC, o acionista Constantino Mondelli Filho disse entender que o leilão de qualquer bem do frigorífico não poderá ocorrer até o recurso que ainda tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a decretação da falência da empresa seja julgado.