08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Uso de jato da FAB

Ataídes Pereira Nogueira
| Tempo de leitura: 1 min

Assistimos com certa frequência através da mídia que aviões a jato da Aeronáutica são utilizados por ministros e políticos para percorrer o país. Nada contra, desde que a serviço da população e devidamente justificado a sua importância e urgência. No entanto, algumas vezes tomamos conhecimento, também, pela imprensa que alguns políticos usam esses aviões para atender interesses particulares nos deslocamentos a longas distâncias para tratamento de saúde sem urgência, entre outros motivos alegados.


Temos visto as dificuldades de pessoas sem recursos financeiros, diagnosticadas com doenças graves ou acometidas por acidentes que exigem atendimentos urgentes de médicos especialistas e/ou exames de equipamentos de última geração, portanto, de alta tecnologia. As pessoas nesses casos sofrem muito por não disporem de recursos e meios para arcar com as despesas, o que as impedem do tratamento mais adequado para sanar ou amenizar as suas necessidades de cuidados especiais.


Exemplos dessas situações são muitos que acontecem no nosso Brasil, porém, vamos destacar dois casos bem conhecidos e por terem sido amplamente divulgados: O do senador da República que viajou para fazer implante capilar e o do menino Bruno de oito anos de idade, residente na localidade rural Brejo das Meninas, em Santa Filomena, estado do Piauí, que caiu de uma árvore em cima de um espete de madeira, que atravessou seu corpo e para retirá-lo foi obrigado a viajar de carro durante dezesseis horas, por quase mil quilômetros a busca de socorro médico.


No caso deste menino seria louvável e de alto valor humanitário a liberação do jato para seu transporte com celeridade e segurança!