| Samantha Ciuffa |
| A implantação da ciclorrota consiste basicamente na sinalização de solo |
A partir desta quarta-feira (29), Bauru passa a contar com uma ciclorrota. Trata-se da rua Aviador Gomes Ribeiro, no trecho entre as ruas Rubens Arruda e José Ranieri, Altos da Cidade.
Diferentemente de ciclovias e ciclofaixas, a ciclorrota não tem separação ou demarcação específica de bicicletas dos demais veículos, mas apenas sinalização indicando que a via é rota para ciclistas. Paralela à avenida Duque de Caxias, a Gomes Ribeiro será usada pela Emdurb como teste para a implantação de outras ciclorrotas na cidade futuramente.
“A ciclorrota tem um caráter educativo. O Código de Trânsito estabelece que qualquer veículo fique a 1,5 metro da bicicleta para ultrapassá-la, em qualquer via. A ideia da ciclorrota é reforçar isso”, aponta o gerente de transporte coletivo da Emdurb, João Felipe Lança.
A rua foi escolhida pela proximidade com a Duque, podendo assim deslocar o fluxo de bicicletas para a Gomes Ribeiro com o intuito de aumentar a segurança dos ciclistas. Em breve, a Emdurb pretende implantar outra ciclorrota no sentido oposto. Inicialmente a intenção seria utilizar a rua Manoel Bento Cruz, mas a definição ainda não foi feita.
Em uma terceira etapa a meta é promover ciclorrota no sentido norte-sul, e outro no sentido sul-norte, em duas vias que cruzem a Duque de Caxias. “Isso ainda está em fase de estudo. Se houver boa aceitação dos ciclistas, as ciclorrotas poderão ser expandidas para outras regiões da cidade também, inclusive no Centro”, explica Lança.
Entenda melhor
A implantação da ciclorrota consiste basicamente na sinalização de solo, indicando para ciclistas e condutores de outros veículos que a via é alternativa preferencial para quem usa bicicleta. Não há previsão de retirada de vagas de estacionamento.
Se a adesão dos ciclistas for satisfatória, a Emdurb pode, no futuro, até mesmo implantar uma ciclovia ou ciclofaixa no local, fazendo – aí sim – uma separação definitiva do fluxo de bicicletas e dos outros veículos.
“Mas primeiro é necessário que a rua se consolide como uma rota efetiva dos ciclistas, é necessário haver demanda”, completa Lança. Vale observar que o grupo “Pedala Bauru” também participa do processo de escolha das rotas.
Entre ‘ciclos’ e ‘recreiovias’
Ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota buscam naturalmente atender a mesma demanda, que são os usuários de bicicletas, porém, existem diferenças entre elas. Na ciclovia, há separação física entre a via principal e o espaço dos ciclistas. Na ciclofaixa, como o próprio nome diz, a separação se dá por meio de uma faixa, sinalizada no solo. Em ambas, não há restrição de horário para uso. Há ainda as ciclovias operacionais, conhecidas como “recreiovias”, usadas apenas em horários específicos.
De acordo com a Emdurb, em Bauru existem três ciclovias: na avenida Nações Norte (a maior da cidade), na avenida João Edmundo Coube (entre o Hospital Estadual e a Unesp) e na avenida Horácio Pyles (continuação da Rodrigues Alves, entre o Distrito Industrial e o Núcleo Octávio Rasi). Já as ciclofaixas estão instaladas na avenida Comendador Martha, na avenida Mário Matosinho, e na avenida Jorge Zaiden (Água Comprida). A cidade conta também com duas recreiovias: na avenida Getúlio Vargas, aos domingos pela manhã, e na própria Jorge Zaiden, que no mesmo horário tem a ciclofaixa expandida.