10 de julho de 2026
Nacional

Acusado de receber propina, ex- presidente do PSDB de MG vira réu


| Tempo de leitura: 2 min

O ex-presidente do PSDB de Minas Gerais Nárcio Rodrigues e mais 13 pessoas se tornaram réus sob acusação de fraude em licitação, organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e por supostamente tentarem atrapalhar a investigação criminal.

Um deles é o primo em primeiro grau do ex-governador e atual senador Antonio Anastasia (PSDB), Waldemar Anastasia Polizzi. Anastasia não é investigado.
Rodrigues, também aliado do senador Aécio Neves (PSDB-MG), foi secretário de Ciência e Tecnologia da gestão Anastasia (2010-2014).

A apuração aponta que ele teria recebido mais de R$ 1 milhão em propina para financiar campanhas eleitorais em 2012.

Sete dos 15 réus estão presos há um mês, desde que foi deflagrada a Operação Aequalis, que apura um esquema de desvio de recursos públicos em obras e equipamentos para o centro de pesquisas mineiro Cidade das Águas, da Fundação Hidroex, localizado em Frutal (MG).

Investigações da Promotoria e da CGE (Controladoria-Geral do Estado) apontaram irregularidades na construção do Cidade das Águas e na compra de equipamentos. De acordo com os órgãos, houve desvios de R$ 8,7 milhões nas obras do centro, feitas pela empreiteira CWP.

A CWP pertencia a parentes de Anastasia até quatro meses antes de ele assumir o governo, em 2010. Waldemar Anastasia Polizzi continuava como responsável técnico pelas obras quando a empresa venceu a licitação para erguer a Cidade das Águas. Polizzi não foi preso.
A Promotoria diz que houve um esquema de propina para a compra de materiais para a Fundação Hidroex que teria beneficiado o grupo Yser, um dos maiores de Portugal. O empresário do Yser Bernardo Ernesto Moniz da Maia está foragido.

Os contatos de Rodrigues com a empresa, segundo o Ministério Público, foram feitos por Odo Adão Filho, suposto operador do esquema.

OUTRO LADO

O advogado de Rodrigues, Sânzio Baioneta, não se manifestou. Antes de sua prisão, Rodrigues afirmou que não foi beneficiário de propina e que não atuou na execução de obras ligadas ao Complexo das Águas.
Em nota, Anastasia afirmou que “defende que quaisquer denúncias devam ser rigorosamente apuradas”.