11 de julho de 2026
Cultura

Críticas ao governo interino marcam primeira mesa na Flip


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Tomaz Silva/Agência Brasil
Exposição sobre Ana C., poetisa homenageada nesta Flip 14

O norte-americano Benjamin Moser e o britânico Kenneth Maxwell dividiram a primeira mesa da Festa Literária Internacional de Paraty dessa sexta-feira (1), para discutir o Brasil. Entre críticas à composição do governo interino e a discussão do imperialismo à brasileira, os debatedores apontaram para a mesma conclusão: o País (ainda) não enfrentou os seus próprios silêncios.

“Agora esse governo interino, composto inteiramente por homens de 70 anos, vai ser uma inovação”, ironizou Maxwell, para aplausos e gritos de “fora, Temer” da plateia. O historiador, que é diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Harvard, acredita que esse possa ser o fim do ciclo.

Moser – estudioso de Clarice Lispector e brasileiro casual – concordou que a foto do novo gabinete presidencial repercutiu muito mal. A mesa teve a medição de Lilia Moritz Schwartz.  “O Brasil parece que fala uma coisa com o corpo e outra com as palavras”, comentou Mose. Ele lança na Flip o livro Autoimperialismo (Ed. Planeta), três ensaios sobre o País.

‘Mesmas ideias’

Maxwell também confessou sua perene surpresa com o nível “altíssimo” de corrupção no Brasil. “Um País multirracial, multiétnico, ainda está com um governo interino de homens brancos, com as mesmas ideias”, lamentou. “PT tentou fazer, mas os problemas de corrupção apareceram para atrapalhar”.

‘Flipinha’

Integrada à Flip também ocorre a Flipinha. São ações espalhadas por Paraty e que incentivam a leitura pelas crianças e a integração entre os pequenos e seus pais, inclusive ao ar livre. As atividades infantis também terminam nesse domingo (3).