08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Estresse no trabalho

Willian Rafael de Souza
| Tempo de leitura: 3 min

Há determinado tempo, venho percebendo o demasiado estresse ao qual este profissional vem passando e transmitindo aos demais. Sou usuário do transporte coletivo, o qual está sobre responsabilidade da empresa Transurb, mais especificamente, diariamente utilizo a linha Shopping/Vila Lemos Vila Quaggio. No dia 29/junho/2016, ao utilizar esta linha no período das 14h26, que é seu horário de saída da frente do ponto final do Bauru Shopping, ou pelo menos deveria, porque na realidade é o que raramente acontece, presenciei uma cena da qual senti extrema vergonha alheia, e acredito que seja o motivo principal ao qual obtive a atitude por estar aqui reclamando/questionando. Este motorista raramente está de bom humor, educado, gentil, ou, para ser exato, acho que para ele essas definições existem apenas nas palavras e no vocabulário, porque na prática é totalmente o oposto.


Ao embarcar no coletivo neste dia, uma senhora tinha acionado para que pudesse descer no ponto em frente ao supermercado Walmart, porém, vale ressaltar, que não somente neste horário, mas esta linha frequentemente utiliza-se de veículos em péssimas condições de uso e conservação. Possivelmente, não tenha sido devidamente acionado, o motorista abriu as portas, e, por distração, a senhora não desceu. Ao sair com o coletivo e dar continuidade com o trajeto, com extrema educação alertou ao motorista, que havia acionado para que pudesse descer. No oposto disso, com extrema grosseria, indelicadeza e sem nenhuma educação, o mesmo disse que tinha aberto as portas, que ninguém desceu, e que o mesmo não abriria mais, questionando o porquê da mesma não descer.


Vale ressaltar que era uma senhora de idade, mas que independentemente disso, existiriam outras formas de se falar a mesma coisa, porém, com o mínimo de educação, e talvez, e por que não, alertando-a a se atentar da próxima vez, e com o mínimo de gentileza, liberando para que a mesma descesse. Este caso esporádico fez com que me questionasse ao fato, de que este mesmo motorista, todos os dias está extremamente estressado, não tem o mínimo de educação e respeito para com os passageiros, sem exceção.


Por outro lado, pode-se dizer que por lidar com o público e com o trânsito, num conjunto, além de estressante, também é muito desgastante. Porém, como exemplo, trabalho em uma empresa de cobrança há aproximadamente 5 anos, e o que podemos dizer que o nível de estresse e desgaste é quase no mesmo patamar que o do motorista, mas que, por outro lado, eu poderia usar como justificativa que pelo fato de meus clientes estarem devendo, se não quisessem ser mau tratados, que pagassem suas contas em dia. Mas, como eu disse, é apenas um exemplo, em ambos os casos não se justifica.


Um outro exemplo é que recentemente tenho tido diversos problemas pessoais e financeiros, que acarretaram numa carga enorme de estresse e irritabilidade, os quais mantive apenas comigo e com pessoas próximas, e aquelas em que convivo diariamente, seja no local de trabalho, ou no social como um todo, não tenham percebido, pois o pessoal ou financeiro permanece em casa, quando saio para o meu trabalho, e os meus problemas no trabalho, contando com o estresse e pressão constantes, permanecem dentro do meu trabalho, quando vou embora.


Existem diversas formas de se desenvolver a psique para que possamos, assim, não confundir ou misturar situações ou problemas de forma inadequada e prejudicial, envolvendo aqueles que nem ciência tem a respeito.