09 de julho de 2026
Regional

Agudos: reforma em escola para mais uma vez

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Vera Lucia Cardoso/Divulgação
Materiais de construção estão acumulados em imóvel que abriga uma escola de Domélia

Mais uma vez, a reforma no imóvel que abriga a Escola Municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil (Emefei) Sebastião Funchal e a Escola Estadual Maria Bataglin Delazari, em Domélia, um distrito de Agudos (13 quilômetros de Bauru), está parada. A prefeitura informou que o problema ocorreu por falta de repasse por parte do Estado, mas garantiu que o serviço voltará ao normal a partir desta quarta-feira (6).

Quem se preocupa com a situação é a dona de casa Vera Lucia Cassamassimo Cardoso, de 52 anos. Suas duas netas, uma de 8 e outra de 10, estudam na instituição de ensino. Ela afirma que o local está “uma bagunça”. “A cozinha é improvisada e não consegue abrigar todas as cozinheiras, de tão pequena. Já as crianças comem em uma sala que não é adequada para tanto. É tudo no improviso”, reclama.

Além disso, a dona de casa denuncia que, quando chove, poças d’água se formam nos espaços comuns do imóvel, como pátio, banheiros e quadra, o que torna o ambiente perigoso para os alunos e funcionários. “Para você ter uma ideia, nossa festa junina não pode ser feita dentro da escola. Tivemos de celebrar a data na rua, porque a quadra está repleta de materiais de construção, principalmente, de pedaços de madeira”, acrescenta.

Conforme o JC noticiou na edição do dia 23 de fevereiro deste ano, os pais de alunos já se mostravam preocupados com a segurança de seus filhos. Na época, eles disseram que o prédio onde funcionam as duas escolas estava sendo reformado e a empresa contratada paralisou a obra, deixando materiais que poderiam trazer riscos aos estudantes. O município garantiu, na época, que os trabalhos foram retomados e os objetos, recolhidos.

E agora?

Porém, conforme informações da assessoria de imprensa da Prefeitura de Agudos, a empresa voltou a paralisar a obra por falta de pagamento. Orçada em R$ 1.130.876,40, a reforma é custeada pelo governo estadual. No final do ano passado, o Estado atrasou o repasse e a empreiteira parou. 

Há dois meses, o problema se repetiu. Só que, no último dia 27, o governo encaminhou o recurso que faltava, de R$ 283.779,31, ao município, que já pagou a empresa contratada. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a previsão é de que o serviço seja retomado a partir de amanhã.

Outra denúncia

A dona de casa Vera Lucia Cassamassimo Cardoso também reclama da reforma de uma praça localizada no mesmo distrito. Segundo ela, a obra está parada há, ao menos, 15 dias. Questionado, o arquiteto responsável pelo serviço, Antônio Del Rio, negou que houvesse paralisação. 

Ele disse, ainda, que a reforma teve uma pausa de dois dias, porque dois funcionários da empreiteira contratada tiveram de se ausentar na quinta e na sexta-feira da semana passada. Ontem, o serviço, segundo ele, já havia sido retomado.