11 de julho de 2026
Cultura

Alunos do ensino médio de Bauru se destacam com desenhos, quadrinhos, grafite e tatuagens

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Francieli Rocha Ribeiro:  técnicas de cartoon e outras
Eric Marcelino e desenhos: busca de qualidade
Fabrício Nascimento: incentivo e vontade de crescer

Muitos talentos despontam já na adolescência e o incentivo faz toda a diferença. Por isso, a professora de artes Regina Genesini Tayar fez questão de compartilhar a surpreendente produção artística de três dos seus alunos: Francieli Vitória Rocha Ribeiro, da escola estadual Francisco Alves Brizola, e Eric Pedro Ramos Marcelino e Fabrício Barreto do Nascimento, esses do colégio Cristino Cabral. 

“Pedi trabalhos em sala de aula e fiquei emocionada com o talento deles. O resultado é perfeito, tem técnica e criatividade. Mesmo sem materiais específicos e caros, fazem arte com papel, lápis ou caneta comuns. Espero que encontrem várias portas abertas pois, para mim, são verdadeiros artistas”, destaca a educadora com entusiasmo.

Durante uma palestra de Sérgio Purini, do projeto JC na Escola, ela teve a ideia de apresentar os desenhos. Fez bem. Aos 17 anos, os três estudantes de escolas públicas estão traçando o próprio futuro através da arte, rumo à profissionalização.

Voz pelos traços

Há quatro anos Francieli Ribeiro partiu de Porto Alegre (RS) com a família para viver em Bauru e, desde então, resolveu se aprofundar nas técnicas de cartoon, realismo, desenhos coloridos e decalque de tatuagem. “Crio personagens que estão em muros e histórias em quadrinhos, como ‘Ofélia vai à escola’; também tenho feito pinturas em telas e paredes, para festas e quartos, e grafites, que assino como Gaúcha. É muito bom quando as pessoas veem e comentam meu trabalho”, avalia a estudante, que divulga seu trabalho no Facebook pela página ‘Arte em paredes’.

Com profundidade, proporção e perfeccionismo, já que repete desenhos até encontrar o traço ideal, Francieli faz de releituras a rostos que ela mesma cria. 

“Aprendi sozinha e fui conhecendo pessoas que me ensinaram mais. Sonho fazer faculdade de designer e trabalhar como tatuadora. Também curto as HQs, pois dão liberdade de criticar várias questões; é uma voz, uma forma de expressão”.

Do papel à pele

Os colegas de classe Eric e Fabrício querem aproveitar o talento como desenhistas para trabalharem como tatuadores.

Fabrício, inclusive, já deu os primeiros passos: pegou orientações com o primo que tem um estúdio neste segmento, adquiriu a própria máquina e fez os primeiros desenhos na pele de amigos. 

“Depois da primeira a gente para de tremer! Gostei do resultado. É bom ver pronto e saber que a pessoa gostou. O incentivo me dá ainda mais vontade de crescer e ser um tatuador de respeito”, partilha.

Já Eric, que desenvolve sua arte por meio de técnicas como pontilhismo e estilos a partir da chamada “old school”, faz de sombreado a criações com canetas bem comuns. Logo deve estar “estampando” peles e outros espaços, já que também quer aprender grafite. 

“Estou procurando cursos para fazer um trabalho de confiança e responsabilidade como profissional de tatuagem”.