| Malavolta Jr. |
| No evento, Marcelo Palhano salientou que recursos serão suficientes para atender toda a demanda |
Com a presença de produtores rurais e autoridades de Bauru e região, o Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira (5), na cidade, o Plano Safra 2016/2017, que destinará R$ 101 bilhões em recursos para a próxima safra em todo o País. Os créditos começaram a ser liberados em 1 de julho.
Deste total, R$ 10 bilhões serão direcionados a empresas da cadeia do agronegócio e R$ 91 bilhões para produtores e cooperativas, segmento que recebeu incremento de 10% nos valores em relação ao que foi desembolsado na safra anterior. Deste último montante, R$ 71,1 bilhões irão financiar operações de custeio e comercialização e R$ 19,9 bilhões são específicos para investimento agropecuário.
Segundo o superintendente regional de varejo do Banco do Brasil, Edgard de Resende Rios Neto, os recursos serão fundamentais para continuar fazendo do agronegócio o único setor da economia brasileira que continua com bom desempenho, mesmo diante de um cenário de crise. “O Plano Safra é o oxigênio do agronegócio, fundamental para a manutenção e o desenvolvimento deste setor, que deve crescer algo em torno de 10% neste ano”, pondera.
O crédito disponibilizado pelo banco faz parte do Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017 do governo federal, que destinará R$ 185 bilhões em créditos aos produtores rurais brasileiros até junho de 2017. O Banco do Brasil, portanto, será responsável por cerca de 60% do financiamento do agronegócio no País neste período.
Somente no Estado de São Paulo, a instituição irá oferecer R$ 20,6 bilhões em créditos. Para o superintendente estadual do Banco do Brasil, Marcelo Palhano, o volume será suficiente para atender toda a demanda de empréstimos. “Trazer o crédito para o produtor é extremamente importante. O agronegócio vive um bom momento, com preços em alta e câmbio, mercado externo e interno favoráveis, com produção e consumo aumentando. As expectativas são as melhores”, pontua.
Do total de R$ 101 bilhões, R$ 10,3 bilhões já foram liberados em todo o País. A instituição, contudo, não detalhou os valores ofertados para a região e o município de Bauru.
Linhas de crédito
Superintendente regional do Banco do Brasil, Edgard de Resende Rios Neto destaca que são diversas linhas de crédito, capazes de atender as demandas específicas de cada produtor.
Para investimentos, por exemplo, as taxas de juros variam de 8,5% a 10,5% ao ano. Para custeio, os empréstimos com juros controlados oscilam de 8,5% a 9,5% ao ano.
A taxa mais baixa, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), é de 2,5% ao ano, até o teto de R$ 165 mil por beneficiário. “Conseguimos disponibilizar o recurso na quantidade apropriada, com juros e prazo para pagamento adequados, no momento em que o produtor precisa, seja para comprar sementes, para a colheita, para a comercialização, para investimento. E isso é uma grande vantagem”, observa.