08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Equações

Marco Labão
| Tempo de leitura: 1 min

Enquanto assisto e vivo a atual situação dos acontecimentos em nosso Brasil, só uma constatação me vem à mente: nossa sociedade está doente, e muito. Os remédios aplicados a ela mais parecem doses homeopáticas de placebo. A doença é advinda de um vírus, parece incurável, mas não é. Teremos sucesso somente com procedimentos radicais, como num corpo tomado por inúmeros focos de infecções, nódulos e cânceres dos mais diversos graus de agressividade, ou talvez seja um só, poderoso, nefasto, ardiloso e recorrente.

Com certa tristeza assistimos a infindáveis discursos; diagnósticos bem fundamentados, especializados e embasados em décadas de experiências, mas quase que sempre inócuos e inofensivos frente a um poderoso inimigo que com seus vastos conhecimentos nessa doença, se livra facilmente do tratamento ineficaz.

Pelas declarações e opiniões de nosso povo, em sua maioria, nota-se que uma política muito bem elaborada de valorização da ignorância e que sufocou  com maestria outras políticas assertivas acabou por formar gerações de seres sem ambição concreta, sem planejamento, sem desejo de Evolução, e exatamente esse povo é que elege seus representantes, sem critério, de forma imediatista, apenas em função da exposição televisiva principalmente. Dá no que dá, matematicamente.

Sou pela evolução, não pela revolução, mas realmente me pergunto todos os dias se em nosso atual grau evolutivo a revolução não seria exatamente um passo evolutivo numa guerra que se apresenta aí, à nossa frente e que insistimos em mascarar com pinturas áureas, deixando de fazer nosso dever cívico de defender uma sociedade que deveria se recriar todo o tempo. Concluindo, se por um lado sobram-nos discursos, por outro carecemos de planejamento e suas ações para que possamos viver a verdadeira equação: palavra + ação = verbo.