A empresa Hidrostudio, contratada pela Prefeitura de Bauru para elaborar o projeto das obras que dariam fim às crônicas inundações da Nações Unidas, apresentou ao município as adequações ao estudo exigidas pelo Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), que elevaram a estimativa do custo das intervenções para R$ 230 milhões, 40% a mais do que os R$ 165 milhões previstos.
Agora, será necessária a construção de quatro piscinões na bacia do Córrego das Flores, que corre sob a avenida.
Antes das alterações, a previsão eram de apenas dois reservatórios subterrâneos, além do reforço do sistema de galerias ao longo da Nações, entre os cruzamentos da rua Ibrahim Nobre, na Vila Universitária, e da Rodrigues, no Centro.
Em obras de macrodrenagem, os riscos são medidos em Tempo de Retorno (TR). Todos os estudos inicialmente elaborados pela Hidrostudio consideraram o TR de 25 anos. Isso quer dizer que, em média, a cada 25 anos, é possível que a via volte a ser inundada.
O índice é o mínimo aceito para que o Ministério das Cidades libere recursos para financiar o projeto. O DAEE, no entanto, exige TR de 100 anos.
“Agora, a partir desses novos parâmetros, a empresa vai elaborar o projeto básico da obra, que será utilizado para o município buscar verbas junto ao governo federal. Também irá desenvolver o projeto de microdrenagem, que encarecerá ainda mais”, avisa o secretário de Obras Sidnei Rodrigues.
Canal fechado
Já a proposta de abertura de parte do canal do Córrego das Flores foi considerada inviável, inclusive pela secretária do Meio Ambiente, Lázara Gazzetta, que liderou os pedidos para que essa alternativa fosse considerada pela Hidrostudio.
Além de eliminar faixas carroçáveis, a abertura do canal prejudicaria os canteiros da Nações Unidas e inviabilizaria a arborização nas margens do córrego. Diante da inviabilidade da proposta, técnicos do Meio Ambiente sugeriram a criação de um parque linear ao longo do canteiro central.