11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Construção civil: economia favorece pequenas reformas

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, participou de encontro ontem em Bauru

Em tempos de recessão econômica e projeção do desemprego, ainda há aspectos positivos para o setor da construção civil. Embora tenha sido registrada perdas de cargos na ordem de 15% no último ano em Bauru, o momento é favorável para investir em pequenas reformas no imóvel, uma vez que o proprietário disponha de reserva em “caixa”. 

A análise é do presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz Neto, que esteve ontem em Bauru para encontro com representantes das Regionais do sindicato, empresas associadas e diversas. 

“É hora de saber aproveitar as oportunidades, principalmente quem já possui uma quantia guardada tanto para reforma quanto para adquirir um imóvel novo, pois os preços estão bastante atrativos e há condições boas de compra”, destaca Neto. 

Ele ressalta que o atual cenário econômico, de certa forma, propicia encontrar produtos e mão de obra que atendam as necessidades do cliente, dentro do orçamento disponível. Já para a compra de novos imóveis, os valores variam bastante.

“Em algumas situações, o preço caiu bem, principalmente se há financiamento para quitar. Em outros casos, o proprietário sabe que o imóvel tem boa valorização e mantém o valor. Precisa ir buscar uma melhor oportunidade”, orienta. 

Perda de empregos 

Apesar do momento favorável para investir em pequenas reformas, o setor da construção civil continua a registrar queda quando o assunto é trabalho com carteira assinada. Só em Bauru, entre maio de 2015 e 2016, a perda foi de 1.501 vagas, uma redução de 15%. 

“Infelizmente, nós enxergamos uma melhora só a partir do segundo semestre de 2017”. Por isso, é hora de se preparar para um mercado com novidades, diz Neto. 

“As empresas precisam estudar o público em que ela vai atingir, as necessidades e formas de financiamento porque, passado esse momento de crise, o nosso setor vai se redescobrir”. 

Plano diretor

Diretor do Sinduscon-SP na Regional Bauru, Ricardo Aragão Rocha Faria critica a morosidade nos ajustes relacionados à atualização da Lei de Zoneamento e de uso e ocupação do solo de Bauru, cuja lei é um dos principais instrumentos do Plano Diretor (PD) - que define as regras e vetores de crescimento da cidade. O assunto já foi alvo de várias matérias do Jornal da Cidade. 

“O texto foi atualizado recentemente, mas ainda possui vários pontos a serem ajustados de acordo com o perfil do  município”, diz. 

Presidente do Sinduscon-SP, José Romeu Ferraz Neto vê urgência na resolução do impasse. “É fundamental que a prefeitura, junto com o setor empresarial da região de Bauru, resolva o projeto Plano Diretor, pois essa demora gera insegurança do comprador, da comunidade, e isso leva ao colapso das empresas”, critica.