O presidente em exercício, Michel Temer, enviou ontem uma “mensagem aberta” aos líderes e parlamentares da base aliada para ressaltar que o seu governo não abandonará as políticas sociais. A carta foi enviada no momento em que Temer procura pacificar, principalmente, a Câmara dos Deputados, que passa pelo processo de sucessão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou à Presidência da Casa. O objetivo do governo, apesar do discurso de não interferir no processo, é tentar um candidato único da base.
Segundo interlocutores do presidente em exercício, a ideia da carta surgiu para rebater críticas da oposição de que Temer estaria acabando com programas sociais.
No texto, Temer diz que é “prioridade” e “compromisso” do seu governo programas sociais como o Bolsa Família, o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). “O governo trabalha incessantemente para que as famílias tenham melhora na renda e deixem de depender do programa. Isso só será possível com crescimento econômico e geração de empregos”, escreveu.
O presidente em exercício destacou ainda que, além da transferência de renda, para reduzir a desigualdade no País é preciso investir em educação. “Com ensino público de boa qualidade, podemos gerar oportunidades para todos os brasileiros, crianças e jovens que querem crescer na vida por meio de uma boa educação.”
Na mensagem, Temer cita o reajuste de 12,5% no Bolsa Família e diz que o aumento é superior aos 9% anunciados em maio pela presidente afastada Dilma Rousseff. Afirmando que a gestão passada não concretizou o reajuste, Temer destaca que o benefício teve aumento acima da inflação dos últimos 12 meses. “Parece pouco, mas é fundamental para aqueles que estão na pobreza. Enquanto houver extrema pobreza, é preciso ter programas como o Bolsa Família”, diz.