09 de julho de 2026
Geral

Bauruenses loucos por Olimpíadas

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 4 min

Malavolta Jr.
Ex-nadadores, José de Almeida Corrêa e a esposa Renata de Almeida Pernambuco mostram suas medalhas e os ingressos, junto com a filha Rafaela: família na Olimpíadas

Falta menos de um mês para as Olimpíadas do Rio de Janeiro-2016 - os Jogos começam no dia 5 de agosto. Bauruenses que vão conferir de perto um dos eventos esportivos mais esperados do ano vivem ansiedade e expectativa de realizar um grande sonho, cada qual a seu modo. 

O JC conversou com três moradores de Bauru, que se preparam para desfrutar da maior festa do esporte mundial. Entre os personagens dessa aventura, tem campeã de natação, apaixonado por basquete e quem pretende realizar o desejo antigo de estar no megaevento. 

É o caso da dentista Alexandra Kesan, de 44 anos. “É meu sonho de consumo”, define. Para tanto, ela vem se programando há mais de um ano. “Mudei minhas férias de novembro para agosto e comecei a juntar dinheiro”. 

A dentista garantiu 17 ingressos para várias modalidades e alugou uma suíte no apartamento de um casal, que ela descobriu entre os amigos em comum no Facebook, na Barra da Tijuca, onde foi construída a Vila Olímpica. “Viajo no dia 4 e fico até o fim dos jogos (21 de agosto). Reservei apenas dois dias para passear”. 

'Bate-volta'

Apaixonado por basquete, o projetista mecânico Renan Botelho de Oliveira, 25 anos, vai aproveitar a chance para ver um dos jogos da seleção masculina de basquete dos Estados Unidos, no dia 12 de agosto. O adversário ainda não foi definido. 

Ao contrário de Alexandra, ele levará mais quatro pessoas (namorada, irmão, tia e prima) e irá encarar longa viagem de 12 horas no esquema “bate-volta”. “Alugamos uma van só para ver a partida e depois voltar. Será um sonho que vou realizar”, comemora. 

Ex-nadadora

Por de trás das luvas e do temido motorzinho, a dentista Renata de Almeida Pernambuco, 43 anos, “esconde” um passado vitorioso nas piscinas. A ex-nadadora coleciona várias medalhas, entre elas de campeã paulista (1988) e da Sul-Americana Máster, em 2000. 

“O sonho de qualquer atleta é chegar às Olimpíadas, mas não foi possível. Estar no jogos do Rio será uma forma de sentir esse gostinho”, almeja. 
Por ironia do destino, os ingressos para os eventos de Natação já estavam esgotados.

“Compramos para um jogo de basquete da seleção masculina, mas lá vamos tentar. Quero ver os nadadores Michael Phelps (EUA) e Matheus Santana (brasileiro)”. 

A dentista, que se recupera de um AVC, embarcará na aventura junto do marido, José de Almeida Corrêa, 43 (que também é ex-nadador profissional), e os filhos André, 5 anos, e Rafaela, 8. A família ficará na casa de parentes, em Copacabana.  

Mãos à obra

Muitos voluntários irão colocar a “mão na massa” para garantir que o maior evento esportivo do mundo seja realizado com sucesso. O bauruense Flávio Uchoa, 60 anos, é um deles. Ele se inscreveu no início do ano passado e conseguiu “carimbar” a sua participação nas Olimpíadas do Rio 2016  logo na primeira turma de seleção. 

Ele irá desempenhar uma função importante: de assistente de eventos. “Ficarei na Vila Olímpica (Barra da Tijuca), onde serei designado para receber a comunidade que vai às Olimpíadas. É uma forma de contribuir com o País e com o esporte”, diz Flávio, que pratica triatlo. 

Para conseguir a vaga, o bauruense precisou enfrentar diversas fases de teste e também curso preparatório. “Fiz prova de proficiência em inglês e seleção presencial. Me reuni com uma equipe em São Paulo, onde eles falaram sobre o evento e como será a nossa atuação nele”. 

No volante

Yasmim Toledo Milani mora em Bauru e vai trabalhar como voluntária na área de transporte nos Jogos Olímpicos, com a incumbência e responsabilidade de dirigir pelo Rio de Janeiro, levando atletas e comissões técnicas aos locais de competição, em função que vai propiciar contato próximo com as estrelas do evento. 

“Vão ser principalmente atletas de esportes individuais. Vamos receber um mapa e a escala com locais e horários, onde teremos que estar para fazer o transporte”, explica a voluntária. “É uma oportunidade única”, celebra.

Milani é educadora física e atleta de futsal e handebol e não pensou duas vezes quando viu na Internet, ainda quando cursava a faculdade de educação física, a oportunidade de vivenciar o ambiente dos Jogos como voluntária. 

“Pensei que seria uma oportunidade de conhecer o Rio de Janeiro e participar das Olimpíadas. Eu me inscrevi e fui fazendo o passo a passo, todas as entrevistas, questionários, treinamentos, faz dois anos já. Eu queria ter ficado em uma área mais próxima das modalidades que eu pratico, mas como eu já tinha bom tempo de habilitação e precisa de muito motorista, eles me colocaram nesta área”, explica a voluntária, que fica no Rio de 1 a 20 de agosto.