10 de julho de 2026
Nacional

Em cárcere privado, mulher tem cabelo raspado e é torturada por ex-marido em Guarulhos


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A balconista de uma padaria, de 26 anos, foi feita refém e torturada por três dias e teve o cabelo raspado pelo ex-marido, em Guarulhos (Grande SP). O auxiliar de mecânico Rodrigo Groggia Martins, 32 anos, foi preso em flagrante, anteontem, e confessou que as agressões foram motivadas por acreditar que a ex-mulher mantinha um relacionamento com o patrão.

Segundo a vítima, na última quinta-feira, Martins foi a seu trabalho e pediu para passar uns dias em sua casa, pois estava sendo ameaçado. Ela aceitou e entregou a chave do imóvel. Quando chegou em casa, a balconista encontrou o ex-marido acompanhado de um homem encapuzado. Martins a atingiu com uma coronhada, ela desmaiou e ele amarrou seus pés e mãos.

A jovem relatou que, ao acordar, foi agredida pelo ex-marido com socos, chutes. Ele ainda a cortou com uma faca e raspou o seu cabelo. A ação foi filmada, segundo a polícia.

Em seguida, Martins levou até a casa o dono da padaria onde a vítima trabalha. Sob ameaças e agressões, o fez confirmar que mantinha um relacionamento com a ex-mulher para que o liberasse.

O caso só foi descoberto no sábado, quando a mãe da balconista foi até a casa da filha e a encontrou ferida. Segundo a polícia, ela havia estranhado o fato de o ex-genro aparecer em sua casa horas antes com os filhos, de 8 e 3 anos, dizendo que a vítima pediu demissão e se mudaria para o Interior.

Ao ver a filha ferida, a mãe buscou ajuda em um batalhão da PM. Martins, que dormia no quarto do imóvel, foi preso em flagrante por lesão corporal, cárcere privado, tortura e violência doméstica. Ele já ficou sete anos preso por roubo.

Outro lado

Em seu depoimento, Rodrigo Martins confessou que agrediu a ex-mulher e negou que a mantivesse refém. Segundo ele, “a casa estava aberta e ela poderia entrar e sair a hora que quiser”. Completou ainda que só não a matou na quinta-feira, por causa dos filhos.”

O ajudante reiterou que não aceitava o fim do relacionamento e perdeu a cabeça ao saber que a vítima tinha um caso com o chefe “há pelo menos um ano e quatro meses.”
Martins diz que pegou as armas emprestadas de amigos e que as devolveu.