Não sei bem se esse dito, meio linha “filosofia popular”, faz sentido ou não, quando diz: “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. E esse meu questionamento vem justamente sobre a “corrida” da tocha olímpica, no percurso de Atenas, até o lugar atual, onde serão realizadas as Olimpíadas 2016, ou seja, no Brasil.
Pois no meu (ou nosso) caso, mediante um cenário nacional piorado, e a crise política instalada, ao qual nem preciso me estender, devido aos desgastes decorrentes. E mais: a segurança da cidade-sede, de total insegurança, e assim diante de tudo isso não me sinto contagiado pelo “fogo olímpico”. Aí me vem a dúvida: será que não estou me deixando levar pelo pessimismo, pois é sabido que o otimismo tem um mágico poder de fazer com que as coisas deem certo, não deveria eu ir para o lado do “pense positivo”?
Mas por ora continuo descrente, já que precisaríamos de todos os recursos em coisas básicas para a população, como saúde, educação, saneamento básico, moradias e o mais difícil de acontecer, que seria uma súbita idoneidade dos políticos, em todos as esferas, juntamente com uma grande gama de empresários, que se fazem “sócios” dos nossos “politiqueiros”.
E mesmo sabendo que não teria como desfazer esse equívoco olímpico, ainda não houve como estar feito os brasileiros: por onde a tocha tem passado, todos radiantes de felicidades. Restando-me (nos) saber se “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa” mesmo...