Nos últimos 12 anos, o Salário Mínimo aumentou 76% acima da inflação. Não é o salário dos sonhos, mas, se a política de valorização continuasse sendo respeitada, chegaria a um patamar razoável. No entanto, Temer, tenta congelar o Salário Mínimo; retirar o abono salarial anual concedido há 46 anos; reduzir salários com terceirizações; aumentar a jornada de trabalho sem aumentar o salário; enfim, acabar com a CLT, além de aumentar a idade para aposentadoria.
É preciso reconhecer os avanços com Lula e Dilma. A construção de 3.200.000 casas do Programa “Minha Casa, Minha Vida”; Samu, o atendimento de 9 milhões de pessoas pelo “Farmácia Popular”; 63 milhões de pessoas incluídas no programa “Mais Médicos”; 14 milhões de famílias (47 milhões de pessoas) incluídas no “Bolsa Família”, 17 milhões de crianças e adolescentes atendidas, a maioria no interior do estado de São Paulo e periferia. Direitos foram ampliados.
É importante também lembrar: 23 novas universidades públicas (FHC nenhuma); 173 novos campi universitários; 422 novas Escolas Técnicas (FHC apenas 11); capacitação de mais de 200 mil professoras/es da Educação Básica. Além disso, é de se lembrar, o Enem, Prouni, Sisu, Ciências para Todos, Ciências sem Fronteiras... Luz para Todos, Água para Todos, Projeto Aprendiz, Pro Jovem Urbano, Cidades Digitais e várias Políticas de Estado de inclusão da população feminina e negra.
No passado, numa seca de 5 anos, foram até construídos campos de concentração para evitar que a população faminta saqueasse armazéns e plantações. Milhares morreram a míngua quando foram obrigados a se dirigir a esses campos. Agora, a despeito de uma longa seca que perdura também há cinco anos, a construção de 1.200.000 cisternas e o Bolsa Família, evitaram mortes e a trágica migração nordestina do passado.
A autora é presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres de Lins, professora aposentada da Unesp e colaboradora de Opinião