09 de julho de 2026
Polícia

Adolescente de 17 anos é achado morto em pátio de posto fechado

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Nós tentamos, mas ele não quis voltar para casa. Passou seus últimos dias usando crack nos trilhos [da favela São Manoel]”. A frase de lamentação é de uma mãe de 45 anos que, nesta terça-feira (12), enterrou seu filho de 17 anos, em Bauru.

Encontrado morto no pátio de um posto de combustíveis, que estava fechado, na quadra 2 da rua Daniel Pacífico, por volta das 23h15 da última segunda-feira, o adolescente, que estudou até a 3.ª série, era viciado em crack. 

O nome do adolescente e dos familiares não será divulgado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

No corpo, não havia marcas de violência, mas o boletim de ocorrência sobre o caso foi registrado na Polícia Civil como morte suspeita.

O corpo foi visto incialmente por pedestres, que acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Mas, ao chegar ao endereço indicado, a equipe apenas constatou que o adolescente já estava morto.

Para a mãe e o padrasto, um pedreiro de 43 anos que convive há doze anos com a família, a causa da morte é mais do que evidente e resultado das noites ao relento, na chuva e no frio, para o consumo do entorpecente.

“Ele começou com isso [com a droga] há dois anos. Chegava a pedir dinheiro no Centro pra comprar crack. Ele saía de casa de manhã e não voltava mais, às vezes ficava mais de duas semanas sem aparecer”, lamenta a mãe. 

Os familiares contam que nem a descoberta de uma tuberculose, nos últimos meses, foi suficiente para tirá-lo das drogas. 

“Ele foi parar no pronto-socorro no último domingo, mas, ao invés de voltar para casa, voltou para o crack. A mãe dele chegou a ir buscá-lo duas vezes, mas ele não quis voltar. O irmão também foi, mas não adiantou”, conta o padrasto do garoto.

Além dos pais, ele deixa cinco irmãos. O enterro ocorreu ontem, no final da tarde, no Cemitério do Jardim Redentor.