O professor Carlos D’Incao não representará mais o PT na corrida pela Prefeitura de Bauru. Depois de intensa troca de farpas públicas entre o então pré-candidato e a vice-prefeita Estela Almagro, a direção local do partido comunicou nesta quarta-feira (13) que não terá nome próprio para a disputa pela sucessão a Rodrigo Agostinho (PMDB) no Palácio das Cerejeiras.
Agora, alinhada à Executiva Estadual, a legenda se dedicará a costurar alianças para o processo eleitoral deste ano.
A decisão foi tomada nesta quarta-feira, em reunião da Comissão Provisória que comanda a sigla na cidade, oficialmente composta por seis pessoas, dentre elas, o presidente Jesus Garcia e a própria Estela Almagro.
Em nota, a Comissão Executiva do partido alega que se desdobrou para construir alianças partidárias que garantissem maior capilaridade e competitividade ao projeto. Com o insucesso dos movimentos, D’Incao teria comunicado a desistência da pré-candidatura e sugerido o início do diálogo junto ao PRB, segundo a nota.
Não sabia
As alegações da direção partidária são incompatíveis com a versão de D’Incao nas redes sociais, na última terça-feira. Segundo o então pré-candidato, Estela Almagro articularia pela sua desistência em prol de uma aliança petista com o PRB, vislumbrando única e exclusivamente maior chance de sucesso em sua eleição para vereadora.
Ele mantém os argumentos e diz, inclusive, que não havia sido comunicado pelo PT sobre a decisão de sua direção, tendo sido informado pela reportagem do JC.
D’Incao admite que, inicialmente, ponderou sobre a possibilidade do apoio petista à pré-candidatura de Henrique Almirates (PRB). No entanto, refletindo sobre a alternativa, a julgou absurda e permaneceu defendendo candidatura própria, mesmo sem alianças. “É calunioso dizer que desisti”. O petista, por fim, lamenta a decisão que, segundo ele, contraria o anseio da militância, à qual a direção do PT de Bauru terá de se explicar.