08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Saúde pública tem solução

Fernando Fernandes - advogado
| Tempo de leitura: 2 min

Lendo o JC de 11/07, vi uma reportagem sobre a demora no atendimento do PS Central, e resolvi dar minha opinião. Vejo com profunda tristeza alguns relatos sobre o PS Central, todavia, acredito que tem solução. Em que pese a ausência do Poder Público que nada faz nesta área além de desviar verbas e enganar os pacientes que frequentam o PS, o mesmo deveria no mínimo escalar médicos exclusivos para atender o PS e não desviá-los para emergências, reduzindo o tempo angustiante da espera. Todos sabemos que urgência/emergência acontece minuto a minuto e tem que ter prioridade. Basta ficar na porta do PS e ver o entra e sai das ambulâncias do Samu e Bombeiros. Outra medida simples, prática e funcional, que evitaria a proliferação de vírus e bactérias, seria a obrigatoriedade do uso de máscara a quem quer que seja que frequente o ambiente hospitalar. Basta entrar no PS e ver claramente que as pessoas que ali esperam tem algum tipo de problema, caso contrário, não estariam ali.

Por exemplo, as pessoas tossem e espirram num ambiente com pouca circulação de ar, e vários outros respiram o mesmo ar sem saber se a pessoa está com algum tipo de doença, tais como: tuberculose, pneumonia, bronquite ou até mesmo uma simples gripe ou resfriado que poderia provocar uma contaminação generalizada. Eu também já precisei passar por atendimento no PS central e posso afirmar que lá pode ser tudo, menos um ambiente hospitalar adequado. O ambiente do PS é deprimente. As paredes e o chão sujos, restos de materiais de curativos jogados pelo chão, entre outros. Os funcionários não têm culpa, pois tentam dar o atendimento de acordo com a estrutura que lhes dão. O profissional não é valorizado e em razão disto o atendimento fica prejudicado.

É muito triste para um profissional que ralou na faculdade para se formar ver que seu ambiente de trabalho está reduzido a um mero pedaço de madeira pregado na parede do corredor intitulado de mesa (caso das enfermeiras). Sem contar ainda os desprezíveis valores pagos pela tabela do SUS. Não é possível um profissional da medicina estudar por dez anos para se formar e salvar vidas, além de ter que continuar estudando o resto da vida, e receber uma miséria paga pelo Poder Público. O positivo? É que mesmo com este ambiente ainda temos pessoas engajadas e profissionais competentes que só não fazem melhor por falta de estrutura.

O negativo? Faltam pessoas investidas de poder, decentes e éticas com vontade de mudar o cenário atual. Eleições 2016 estão aí. Cabe a cada um de nós brasileiros, eleitores, darmos o pontapé inicial para mudarmos esta triste realidade. Inovação e renovação são as palavras de ordem. Acorda, Brasil!