09 de julho de 2026
Geral

Fábrica é destruída por incêndio em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Labaredas chegaram a quatro metros de altura e geraram grande volume de fumaça preta

Um incêndio de grandes proporções destruiu o galpão de uma fábrica de papel carbono, na tarde desta quinta-feira (14), no Parque Paulistano, em Bauru. O Corpo de Bombeiros trabalhou durante cinco horas para extinguir todos os focos, em uma ação que envolveu dez homens e seis viaturas da corporação.

Quatro caminhões-pipa do DAE e da prefeitura foram destacados para levar reservas de água ao local. Ao todo, foram utilizados mais de 50 mil litros para debelar completamente as chamas, que consumiram os de cerca de 300 metros quadrados do galpão e ameaçavam as duas edificações vizinhas da fábrica.

Moradores de um conjunto de apartamentos ao lado precisaram evacuar o prédio, mas a edificação não chegou a ser afetada. Ao se dividirem em duas frentes de atuação, os bombeiros conseguiram confinar o fogo e impedir, ao mesmo tempo, que as chamas se alastrassem para uma empresa vizinha. Ninguém ficou ferido.

O incêndio teve início por volta das 14h, na fábrica Cardepel, localizada na quadra 5 da rua Amazonas. Segundo o JC apurou, apenas dois funcionários estavam no local e ainda em horário de almoço. 

Nenhuma máquina estava em funcionamento e, até o fechamento desta edição, a causa da ocorrência não havia sido esclarecida. O proprietário da empresa preferiu não conceder entrevista ao Jornal da Cidade, mas informou que, até a tarde de ontem, não havia calculado o valor do prejuízo.

Desabamento

As labaredas chegaram a atingir mais de quatro metros de altura e a fumaça preta podia ser avistada a quilômetros de distância. Devido à extensão do incêndio, os bombeiros utilizaram um produto importado, conhecido como F-500, que, adicionado à água, traz maior eficiência e rapidez no controle do fogo.

Segundo o capitão Helder Kato, os bombeiros tiveram dificuldades para extinguir as chamas porque o telhado da fábrica desabou, encobrindo boa parte do material que estava sendo consumido, incluindo bobinas de papéis, maquinários e produtos acabados. Com o auxílio de uma retroescavadeira da secretaria municipal de Obras, a cobertura foi sendo removida aos poucos e o fogo, controlado.

“A máquina derrubou uma das paredes e retirou esta estrutura metálica para que pudéssemos realizar o combate no interior da edificação com segurança”, completa o tenente José Mário de Freitas Junior. 

De acordo com ele, o galpão foi completamente destruído, restando intacto somente o escritório da empresa, que fica em um cômodo anexo. A origem do incêndio ainda será investigada.