Que o brasileiro adora um cafezinho todo mundo sabe. Poucas bebidas são tão democráticas como o café preto. Hábito matinal de todos os brasileiros, o café também pode ser tomado a qualquer hora do dia, no trabalho e na rua. Um convite de alguém para um cafezinho sempre é sinônimo de afeto, boas-vindas e excelentes relações.
Na esteira do convite “vamos tomar um cafezinho?”, elas se sofisticaram. Hoje existem belas cafeterias espalhadas pelos bairros e empreendimentos mais nobres de Bauru, caso de shoppings, galerias, terminais rodoviários. Os cafés, como são chamados, incorporaram novos conceitos e estão cada dia mais diversificados.
Nas novas cafeterias se pode usar wi-fi à vontade, estudar, ler, trabalhar, promover encontros de amigos ou de trabalho, lanchar, almoçar e, claro, até tomar um cafezinho.
Todo mundo sabe também que tomar café é um hábito agregador. Tanto que as rodinhas se formam no café em ambientes de trabalho e isso é uma tradição, não é mesmo? Tomar café é apenas o mote para celebrar a arte do encontro.
Caso das “amigas Cláudias”. Cláudia Paixão, produtora de televisão, e Cláudia Uehara, da área de sistema de informação, são amigas de infância, pelo menos desde 1999, e aproveitavam a Cafeteria Hoss, a mais recente de Bauru, instalada na avenida Getúlio Vargas, para bater um papo, colocar as novidades em dia, enfim, quebrar a rotina. A primeira tendo a preferência pelo café curto mesmo, ou expresso, e a segunda pelo cappuccino, elas desfiavam as razões para esses encontros. “Café sempre remete ao cheiro do aconchego, aguça a memória olfativa da gente.
Gosto de ir em um empório onde o grão é torrado na hora. É muito interessante a gente conhecer o processo todo”, contou Claudia Paixão. “Mas claro que o mais importante é o encontro em si, é a gente poder parar um pouco, sair da rotina, ainda mais eu que tenho dois filhos pequenos, de 6 e 3 anos. Essa parada é fundamental”, completa Claudia, a Uehara.
Cativando os mais jovens
Se elas aproveitam o momento para até relembrarem o tempo em que estudavam juntas, na mesa ao lado três jovens, aos 18 anos, estudantes, tomavam o seu café da manhã. Maurício Diamel, Felipe Fiorini e Rafael Della Barba Amantini passam todo o dia juntos estudando e, o que menos querem nessa hora, é falar dos estudos. Usam essa a pausa das aulas puxadas no cursinho para o encontro na cafeteria, onde falam de esportes, das meninas, das notícias, dos games. “Rola de tudo aqui, menos conteúdo das aulas”, dizem em uníssono. E também concordam que a pausa para o cafezinho é fundamental na vida de todos. “E aqui é legal, o atendimento é bom, há várias opções no cardápio, já ficamos fregueses”, argumentam, desmentindo quem se espanta por ver jovens na cafeteria e não em uma hamburgueria ou comendo apenas fast-food. Nada disso! O café encanta mesmo em qualquer idade. Mesmo que seja a hora de parar para tomar um chocolate gelado.