Bom dia companheiros e amigos! Virou moda fazer carta aberta. Pois bem, segue a minha. Mais do que isso, segue minha opinião e o meu desabafo, baseado entre erros e acertos e experiências vividas ao longo de minha trajetória. Sempre me veem pelas posições firmes que tomo assumindo, com elas, as consequências.
Em alguns momentos fiz escolhas erradas, baseado principalmente no instinto de sobrevivência... paguei caro por elas. Não pela cobrança dos outros, mas, sobretudo, pela minha própria. É impossível viver em conflito consigo próprio. Alguns erros são passíveis de reparação, outros, nem tanto.
Digo isso por saber que o nosso partido, neste momento, está sendo leiloado por puro pragmatismo. Não obstante interesses pessoais, o leilão é às avessas: “Ninguém quer o PT”, é do tipo quem dá menos... E, pasmem, existe a possibilidade de uma aliança com o PRB, dos golpistas.
Acreditei francamente que o processo de retaliação que o PT vem sofrendo servisse para demarcar a linha divisória entre a esquerda e o neoliberalismo. Acreditei que o processo serviria para unificar pensamentos e propostas de governo, servisse para unificar os partidos de esquerda numa frente popular contra a corrupção.
Ledo engano. Hoje o nosso partido está totalmente descaracterizado, num patamar quase irreversível de degeneração. Alguns, por conveniência política, já abandonaram a sigla. Outros nos deixaram por entender que a ferramenta (PT) não tem mais conserto. Os que ficaram se dividem em dois grupos: os que acreditam que o PT pode ser oxigenado e tirado da UTI e as sanguessugas. Os vampiros que tomam até o último gole. Aqueles que levaram o Partido dos Trabalhadores à fase terminal e querem mais um pedacinho.
O PT é patrimônio nacional dos trabalhadores e do povo pobre oprimido, dos negros, é dos jovens e das minorias sufocadas em suas liberdades, é das mulheres de luta. E vamos garantir que seja para todo o sempre. Quero aqui, publicamente, externa minha insatisfação com os rumos em andamento.