11 de julho de 2026
Política

Auditores da Receita paralisam as atividades duas vezes por semana

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 1 min

Em meio à insatisfação com o governo, que ainda não encaminhou o texto que trata de acordo já firmado com os auditores da Receita Federal, a categoria deliberou por greve, iniciada dia 11 deste mês. Às terças e quintas, os auditores cruzam os braços em todo o País.

Nos demais dias da semana, atuam no esquema “meta zero”, ou seja, o trabalho de fiscalização é realizado, mas não é entregue, segunda explica o presidente da Delegacia Sindical em Bauru do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), Mauricio Antônio Bento. “A ação seguirá até que a situação seja resolvida”, declarou.

Ele explica que o governo federal fechou acordo com a categoria em março, mas, até agora, não encaminhou ao Congresso o projeto de lei necessário para colocá-lo em vigor. O texto concede reajuste de 21,3% na remuneração básica dos auditores, parcelado ao longo de quatro anos, além de uma bonificação fixa de R$ 3 mil até o fim do ano.

“O nosso descontentamento é porque o governo federal  já deu andamento a projetos de reajustes de outras categorias, mas da Receita ainda não”, critica.

R$ 5 bilhões

Bento ressalta que a “meta zero” já havia sido desencadeada em 2015 e resultou em queda de arrecadação na ordem de R$ 5 bilhões, no período de um ano. A ação foi retomada na quinta passada, depois de dois meses de “trégua”. 

Também na quinta, os auditores iniciaram a “operação padrão”, com fiscalização mais rigorosa na liberação de cargas e bagagens nos aeroportos, portos e postos de fronteira, atrasando todo o processo.

Procurada pelo JC, a Receita Federal disse que não se manifestará sobre o assunto.