Acabei de ler a missiva do sr. Luis Carlos Pasquarelo, onde tece comentário e indagações sobre o não ou ao sim sono de Deus, se Ele dorme ou se fica em uma eterna vigília. Mas voltando ao sono mais possível de nós, seres humanos, bem porque eu particularmente acho que dormir talvez seja apenas coisa das criaturas, e não do Criador.
Vai daí que me lembrei de um amigo, de há muitos anos, que sempre usava a frase “eu deito e durmo”, referindo-se à sua consciência tranquila, ao repousar a cabeça sobre o travesseiro e não ter pendências que lhe tirem o sono.
Pensando no sono dele, e no sono de Deus, e até no do sr. Pasquarelo, chego ao meu, que mediante tantas interrogações, como a do governo interino Temer, que poderá se perpetuar, o meu sono anda meio prejudicado.
Tendo como o principal motivo do contar de carneirinhos tão intenso a ameaça da privatização das estatais, em uma das quais estou e faço parte.
Sim, e quem pode dormir com um barulho desses? Mesmo porque já fiz parte do quadro de funcionários de uma das ferrovias privatizadas, (Fepasa), saindo pouco antes para fazer parte, orgulhosamente, dos Correios, empresa séria, e uma das instituições mas confiáveis do Brasil. Se hoje o quadro não é exatamente esse, a culpa recai novamente sobre nossa “honrosa” classe política, que mesmo não sendo funcionários de carreira “tomam” posse e vem fazendo estragos nos Correios do Brasil, assim como nas outras instituições estatais.
Agora, quanto o resultado das privatizações, é muito fácil de se antever, basta olhar para o lixão a céu aberto que viraram nossas ferrovias, berçário da nossa cidade, o progresso parado no tempo, enterrado em baixo dos trilhos, trilhos que poderiam ainda estar nos levando, muito mais longe.
Só rezo agora, sr. Pasquarelo, para que se Deus estiver mesmo aos cochilos, que acorde a tempo de nos salvar.