11 de julho de 2026
Nacional

PF prende grupo que preparava atos de terrorismo no Brasil, diz fonte do Ministério da Justiça

Reuters com Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (21) um grupo que preparava atos de terrorismo no Brasil, disse uma fonte do Ministério da Justiça, em uma operação deflagrada a 15 dias da abertura da Olimpíada do Rio de Janeiro.

O ministro da Justiça, Alexandre Moraes, concedeu uma entrevista coletiva nesta manhã,  em Brasília. Antes da coletiva, o tema não havia sido informado por sua assessoria devido a "razões de segurança".  

A ação da PF ocorre dias após o serviço internacional de inteligência Site, especializado no combate ao terrorismo, informar que um suposto grupo militante intitulado Ansar al-Khilafah Brazil declarou apoio ao movimento jihadista Estado Islâmico em publicação em um aplicativo de mensagens e promoveu propaganda jihadistas em inglês e português.

De acordo com o Site, um jihadista apoiador do Estado Islâmico denominado Ismail Abdul Jabbar al-Brazili enviou mensagens em português pelo serviço Telegram repetindo discurso de um porta-voz oficial do grupo militante, além de outras mensagens.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) já havia confirmado no mês passado que equipes de inteligência que atuam próximas ao plano de segurança dos Jogos do Rio tinham detectado a abertura de uma conta em português no Telegram para a troca de informações sobre o Estado Islâmico, mas as autoridades vinham garantindo que não havia sido detectada qualquer ameaça de ataque ao país.

Operação Hashtag

A Operação Hashtag deflagrada pela PF nesta manhã prendeu 10 brasileiros suspeitos de compor uma célula terrorista internacional do Estado Islâmico, no País. Ao todo foram expedidos 12 mandados de prisão temporária por 30 dias podendo ser prorrogados por mais 30.

Segundo o ministro da Justiça Alexandre de Morais, integrantes do grupo que defendia uso de arma de táticas de guerrilha chegaram a entrar em contato com grupo terrorista Estado Islâmico na internet e também a tentar comprar metralhadoras no Paraguai.

Informações obtidas, dentre outras, a partir das quebras de sigilo de dados e telefônicos, revelaram que os investigados defendiam a intolerância racial, de gênero e religiosa, e o uso de armas e táticas de guerrilha para alcançar seus objetivos.As mensagens interceptadas revelaram também que o grupo chegou a comemorar o atentado em uma boate LBGT em Orlando, nos EUA.

Para assegurar o êxito da Operação Hashtag e eventual realização de novas fases, os nomes dos presos, sob custódia da Polícia Federal, não serão divulgados neste momento. O processo tramita em segredo de Justiça. Foi a primeira prisão com base na lei antiterror. 

Entre os alvos sugeridos dos terroristas estão as delegações e visitantes dos Estados Unidos, Inglaterra, França e Israel, sendo que entre os métodos propostos estão a utilização de drones com pequenos explosivos, acidentes de trânsito e o uso de veneno e medicamentos.