Cidadãos de Munique, na Alemanha, prestaram homenagem aos nove mortos pelo atirador que abriu fogo em um shopping center. Ontem, flores, cartas, velas e bichos de pelúcia foram deixados próximos ao local do ataque.
Aos poucos, as vítimas estão sendo identificadas. O ministro de relações exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu, informou à televisão local NTV que três mortos eram do país, dois adolescentes e uma mulher. Outras três vítimas, duas mulheres e um homem de 21 anos, eram de Kosovo.
A polícia afirmou que o autor do ataque, um jovem de 18 anos com nacionalidade dupla, alemã e iraniana, não tem vínculos com o grupo extremista Estado Islâmico. No apartamento do atirador, policiais encontraram indícios de que o jovem era obcecado por assassinatos em massa e que juntava informações sobre autores de chacinas, como livros e artigos de jornais.
“Partimos do princípio de que este caso se trata de um ato clássico de um desequilibrado sem nenhum tipo de motivação política”, afirmou o ministro do Interior da Alemanha, ao discorrer sobre o autor do ataque, um jovem de 18 anos com dupla nacionalidade -alemã e iraniana-, que se suicidou após o tiroteio na sexta-feira.
O nome do atirador, que usou uma pistola 9 mm durante o ato, porém, não foi divulgado. Segundo a polícia, ele nasceu e foi criado em Munique, não era investigado pelos serviços de inteligência nem tinha antecedentes criminais. Ele estava sob tratamento psiquiátrico.
MERKEL
A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que o ataque em um trem na segunda-feira e o tiroteio em Munique ocorreram levou os alemães a se perguntarem “que local é seguro?”. Ela garantiu que o governo está fazendo o possível para garantir a segurança e liberdade dos alemães.