É na contramão da história e do racional que muitos indivíduos se posicionam quando indicados a cargos de direção das autarquias municipais. Se fôssemos pensar nessas pessoas como COs ou outras dessas siglas americanizadas para representar a simples palavra portuguesa “gerente”, há muito estariam demitidos pela falta de competência na área. Mas, também, isso não se é de estranhar se o próprio “dono” da empresa não consegue fazer seu dever mínimo.
Jogar a culpa na falta de dinheiro ou empurrar com a barriga uns meses pra se safar de responsabilidades é muito fácil. O verdadeiro político e gestor é aquele que vê mais do que seu próprio mandato e, utopicamente, desenvolve as atividades para o crescimento ordenado e moderno da cidade. Não é aquele, certamente, que fica contando uma matemática sórdida de soma de votos necessários para uma coligação ou inferindo se terá mais poder como vice ou cabeça de chapa. Isso é primitivo. E por ter esse pensamento obtuso que os políticos imaginam a população mais obtusa ainda. Afinal, cada povo tem o governo que merece, não?
Um exemplo: é no mínimo infantil achar que um farol em amarelo intermitente fará com que o condutor acelere o máximo possível seu carro para que se atravesse antes do vermelho. Assustador essa raciocínio. É como se estivéssemos ainda numa cidade de 5 mil habitantes todos de carroça. Outro exemplo: a falta de visão ambiental da necessidade de escoamento e tratamento de lixo dessa cidade. Ser ambiental, na política, não é ver suçuarana em árvore e sim planejar o funcionamento sustentável de uma cidade.
São esses fatos que fazem a juventude se afastar da política, como vemos em pesquisas. Estamos num processo interregno onde o desnecessário e o necessário se embatem. O necessário é planejar. Ter planos de escoamento de veículos numa cidade que cresce. Trazer novidades ambientais para que a cidade prospere. Planejar não é colocar radar, aumentar a área de zona azul ou perder 6 meses de gestão pensando em mais 4 anos de poder. É nessa autovia que nossa política tem que se direcionar! Se não permanecerá nessa rua de ligação de fluxo rápido cheia de buracos (lembram-se de alguma coisa?).