09 de julho de 2026
Esportes

Neymar se diz satisfeito e "surpreendido" com Rogério Micale na seleção olímpica


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Principal astro da seleção brasileira olímpica, o atacante Neymar diz se sentir bastante satisfeito e à vontade com Rogério Micale. Os métodos e a forma de agir do treinador foram elogiados pelo craque do Barcelona, que está “surpreendido” positivamente. “Eu me sinto muito feliz aqui na seleção”, disse, em entrevista coletiva, ontem, na Granja Comary, em Teresópolis (RJ).

Neymar admitiu que o ambiente está melhor, mais leve e considera que Micale tem participação importante. “Fui surpreendido em todos os aspectos, treinador e (qualidade do) nosso time. Estamos nos encaixando, nos conhecendo mais para que possamos alcançar o nosso objetivo. A cada treino o treinador nos corrige, busca o melhor para a movimentação da equipe. Isso é bom para todo mundo”.

O jogador, favorito a ser capitão da equipe olímpica, destaca a maneira como Micale e os membros da comissão técnica, que ele não conhecia, trabalham, sempre com grande transparência. “Como eles deixam claro o que querem para nos auxiliar nos treinamentos, em tudo, é positivo. E quanto aos jogadores, conhecê-los para mim é uma grande honra e orgulho”.

Durante os treinos, Neymar é um dos jogadores a quem Micale mais procura para conversar. Ele, porém, não se sente um privilegiado. “Micale gosta de conversar, não conversa só comigo, mas com o time inteiro. Aproveitamos para trocar ideia, ele explica mais sobre o posicionamento da equipe. Ele quer saber a opinião de todo mundo, se todo mundo está entendendo. Ele gosta de trocar opiniões e eu acho isso muito importante”.

Nada de intocável

Neymar tem vários fãs dentro do grupo da seleção olímpica brasileira. Os jogadores reconhecem a admiração pelo craque, a ponto de o volante Thiago Maia admitir tremer quando chega perto dele. Mas o atacante diz procurar se integrar ao grupo como se fosse mais um. “Eu não me sinto intocável”, garantiu.

Na seleção brasileira, o jogador mais importante do grupo costuma ganhar o apelido de “presidente”. Foi assim, por exemplo, com Ronaldo. Agora, é com Neymar, que diz refutar a condição. “Eu não me sinto presidente. Eu tento chegar mais perto deles, estar cada vez mais próximo porque, querendo ou não, para quem está começando encontrar um ídolo na seleção faz diferença”.

Ele reconheceu, no entanto, que ser ídolo de meninos tão bons é motivo de orgulho. “É maravilhoso. Tento deixá-los à vontade, brincar, para que me vejam como companheiro de equipe”. Disse que todos os jogadores gostam de conversar, de brincar. “Espero fechar com chave de ouro e ser campeão olímpico”.