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| José Cosmo, o Baté (no detalhe); ele será sepultado hoje, às 9h |
Tibiriçá está em luto. O Distrito e a cultura negra perderam um de seus grandes nomes. José Cosmo, o Baté, de 87 anos, morreu após sofrer complicações de um AVC, ontem pela manhã, no Hospital de Base de Bauru (HBB). O corpo do homem foi velado exatamente em Tibiriçá, onde ele vivia com sua famÃlia, e reuniu muita gente. O sepultamento será hoje, à s 9h, no Cemitério São Pedro, também no Distrito.
Baté nasceu no sÃtio Rio Verde, em Bauru. Em 1956, casou com Irene Barbosa Balbino Cosmo, de 78 anos, com quem teve oito filhos, 27 netos e 16 bisnetos. O casal passou a viver na rua Floresta e, depois, no Val de Palmas. Quando os filhos entraram na adolescência, os dois se mudaram para Tibiriçá, de onde jamais saÃram. Inclusive, Baté chegou a ser subprefeito do distrito em dois perÃodos: de 1988 a 1992 e de 1997 a 1998.
Outras conquistas
â??O velório onde meu pai está agora foi ele quem proporcionou a Tibiriçá. O asfalto e a Cohab também foram conquistas do meu paiâ?, revela um dos filhos de Baté, o funcionário público José Antônio Cosmo, de 53 anos. O homem também foi mentor do bloco Estrela do Samba de Tibiriçá, que desfila anualmente no Sambódromo de Bauru, durante o Carnaval. Mas o que Baté mais gostava de fazer era manter a união da comunidade negra.
Ã? o que releva o ex-presidente e atual colaborador do Conselho da Comunidade Negra de Bauru, Ademir Elias. Segundo ele, Baté reunia cerca de 80 pessoas, anualmente, no Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro. â??Ele promovia um almoço festivo, com o objetivo de confraternizar e também de refletir sobre a cultura negraâ?, finaliza.
O apelido
Além de tudo, Baté era bom de bola. Inclusive, o apelido dele veio do futebol. Quando jovem, Baté jogava no extinto Bauru Atlético Clube (BAC). â??No time, havia um goleiro que era de Taubaté e meu pai assumiu a posição dele. O apelido acabou pegandoâ?, conta um dos filhos de Baté, José Antônio Cosmo.