Em meio à greve de metrô, ameaça de boicote da Polícia Civil e protestos da reta final do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Brasília busca reforçar o número de ônibus e de agentes de segurança nos dias de jogos de futebol olímpico no Estádio Mané Garrincha. A seleção brasileira abre sua participação no evento na arena contra a África do Sul, quinta que vem, mesma data prevista para a votação do parecer sobre o impeachment na comissão do Senado. O time brasileiro volta ao estádio no dia 7 para jogar contra o Iraque.
Nesta sexta, representantes do metrô e do governo distrital vão tentar um acordo com os funcionários dos trens, no Tribunal de Justiça do Trabalho, para encerrar a greve que se arrasta há 41 dias. Um plano alternativo para atender aos passageiros está definido, com novas linhas de ônibus e mais veículos num período de três horas antes das partidas até duas horas depois. O governo de Brasília também enfrenta uma ameaça de paralisação da Polícia Civil, que vem sendo incentivada pelo deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), da bancada da bala.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), afirma que tem um plano B para qualquer emergência nas áreas de segurança e transporte durante os jogos. "Brasília vai demonstrar que está preparada para sediar o futebol da Olimpíada", disse na tarde desta quinta no Palácio Buriti, numa coletiva em que reuniu seus secretários.