08 de julho de 2026
Geral

Escola no Núcleo Geisel é interditada por rachaduras

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Marcele Tonelli
Interditado, prédio de 33 anos que abriga salas de aula da E.E. Francisco Alves Brizola passará por reforma estrutural

A volta às aulas da rede estadual ocorre no dia 2 de agosto, mas não contemplará os alunos da E.E. Francisco Alves Brizola, localizada no Núcleo Geisel. A escola, que acolhe 710 alunos do 6.º ao 9.º ano do Fundamental e do Ensino Médio, teve o prédio de dois andares que abriga as salas de aula interditado por tempo indeterminado.

A interdição ocorreu neste mês, após vistoria de um engenheiro da Secretaria de Estado da Educação, que detectou rachaduras no interior das salas e alertou sobre o comprometimento da estrutura física, que deve passar por grande reforma (leia mais ao lado).

Por enquanto, a volta às aulas na E.E. Brizola segue indefinida. A Diretoria Regional de Ensino (DRE) diz que aguarda resposta da pasta sobre a locação de um imóvel para abrigar a escola provisoriamente. Isso que deve acontecer até essa terça-feira, 2 de agosto.

Indefinição

Seja como for, o espaço alugado terá que ser adaptado para abrigar, no mínimo, 13 salas, cozinha, banheiros e pátio. “Não há nenhum prédio pronto. Temos uma previsão de que as aulas poderão retornar no dia 22 de agosto, mas nenhum contrato foi firmado ainda”, explica Gina Sanchez, dirigente regional do Ensino.

Ela reforça, contudo, que o calendário escolar será cumprido normalmente e que as aulas serão repostas em sábados letivos e em dezembro.

Os professores serão avisados oficialmente sobre a interdição em uma reunião marcada para hoje na DRE. Já os pais discutirão o assunto em encontro, às 18h30, dessa terça-feira, no prédio administrativo da escola, que fica em um bloco separado e continua aberto.
A dirigente diz que tem buscado imóveis “o mais próximo possível da escola, entre a região da Praça da Paz e avenida Duque de Caxias”.

Os 710 alunos da E.E. Brizola são de bairros como Geisel, José Regino, Parque Bauru, Nova Bauru, Ferradura, Tangarás, Manchester, Santa Terezinha e Rasi. “Garantiremos transporte dos alunos, da escola até o novo endereço. Nenhum pai terá que se preocupar em levar o filho mais longe. A merenda, os funcionários, a direção tudo funcionará normalmente. Os armários, equipamentos e livros também serão levados”, detalha Gina.

‘Os alunos não estavam correndo risco’, diz DRE

O prédio interditado na E.E. Brizola possui 33 anos. Gina Sanchez diz que as rachaduras começaram a surgir em 2015 e que a vistoria técnica foi solicitada no início de junho, assim que a DRE soube do problema.

“O engenheiro não entrou em detalhes, o laudo foi direto para a Secretaria, mas será necessária reforma de fundação, estrutura física e telhado”, afirma Gina.

Aos 71 anos, a avó de um aluno, que pediu para não ser identificada, critica a situação. “O segundo andar até balançava. Dá dó ver a escola assim, foi judiada por muito tempo. O pessoal do bairro está triste”, comenta.

Gina, contudo, afirma que a unidade já passou por reformas, como elétrica e hidráulica ao longo dos anos.

“O semestre terminou tranquilamente. Se houvesse algum risco, teríamos interrompido antes. Não podemos seguir por mais meio ano justamente para evitar problemas maiores, mas isso não significa que os alunos estavam correndo risco até agora”, finaliza.