10 de julho de 2026
Regional

Pai confessa agressão fatal ao filho

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Oito dias após a morte de Luiz Gustavo Souza Barbosa, de 4 anos, em decorrência de espancamento, o pai dele, o desempregado Carlos Henrique Mesquita Barbosa, 23 anos, que era considerado o principal suspeito, confessou o crime ao delegado responsável pelas investigações. Segundo ele, o menino foi agredido com tapa e chute na casa dele, em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru), após desrespeitar ordem para tomar banho.

O delegado Marcelo Firmino revela que a confissão ocorreu na manhã desta sexta-feira (29), na Cadeia de Avaí, onde Barbosa está preso temporariamente desde o dia 23, quando entregou-se à polícia.

Na segunda-feira (25), informalmente, ele havia negado o crime e declarado que só falaria em Juízo.

Ontem, porém, na presença de duas testemunhas, o jovem confessou que agrediu o filho por ele ter se recusado a tomar banho. “Ele disse que quis dar um corretivo no garoto porque, na hora em que ele mandou o filho tomar banho, o menino desrespeitou ele, desobedeceu e começou a lhe xingar”, narra.

Segundo Firmino, o pai disse que deu um tapa em Luiz Gustavo, que cortou sua boca, e, na sequência, chutou a barriga dele. “Ele acabou caindo e bateu a cabeça na parede e no chão. Ele diz que, depois disso, o garoto continuou tomando banho, ele foi para a cozinha e logo escutou o garoto cair”, diz.

Barbosa alega que encontrou o filho convulsionando no chão do banheiro e o levou ao PS local. Em razão da gravidade do caso, a criança foi transferida para a Santa Casa de Iacanga, onde chegou morta. Conforme divulgado pelo JC, equipe de plantão desconfiou de maus-tratos e chamou a polícia, mas o pai fugiu.

O laudo do IML revelou que o garoto foi vítima de agressão. Ele teve o fígado perfurado, hemorragia interna e edema cerebral, com parada cardiorrespiratória, provocado por traumatismo. Com a prisão temporária decretada, na noite do dia 23, Barbosa entregou-se na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Bauru.

Na avaliação do delegado, a confissão do pai de Luiz Gustavo representa o fim de um ciclo. “Apesar de o inquérito em si estar completo, faltava essa peça para juntarmos e sabermos realmente o que aconteceu”, declara. Firmino explica que, ao final do inquérito, deve pedir a prisão preventiva dele.

Além de homicídio, Barbosa irá responder por tortura. Até o fechamento desta edição, ele permanecia isolado em uma cela especial na Cadeia de Avaí pelo fato de não ter sido aceito pelos outros detentos.