Reap Tayyp Erdogan. Esse é o nome do presidente da Turquia. No sistema parlamentarista desse país, o governo é chefiado por um primeiro ministro e composto por um Conselho de Ministros. O Poder Legislativo compete ao governo e à Grande Assembleia Nacional. O Poder Judicial é independente do Executivo e do Legislativo. As Forças Armadas exercem o papel informal na política do país, como guardiães da República.
Salvo maior juízo, muita coisa conhecida e parecida com as nossas experiências: Há na Turquia mais de dois mil magistrados presos no país, mais de dois mil militares também, dezenas de jornalistas detidos e mais de duas mil organizações da comunicação (rádios, tevês, jornais e revistas) impedidas ou bloqueados por ordem de um governo vilanaz que aponta enfaticamente um golpe e não disfarça sua afinidade em implantar a pena de morte. Um governo marcado pelo escândalo de corrupção em vários setores da vida de seu país. Erdogan foi prefeito de Istambul de 1994 a 1997, quando foi dispensado e condenado a dez meses de prisão. Político forte cumpriu somente quatro meses. Eis aqui alguma semelhança conosco.
Erdogan, pelo seu autoritarismo, é acusado de tentar impor leis de orientação islamita à Turquia. E, por último, quis implantar o sistema presidencialista de natureza republicana para se parecer mais ainda com o maior país da América Latina, chamado República Federativa do Brasil. Ah, sim! Se não houve crime de responsabilidade fiscal, por que vão depor a presidente eleita nesse sistema presidencialista de natureza republicana? E alguém pode achar, com consciência, que Joaquim Levy e Nelson Barbosa não dariam conta de superar os problemas? Se o pipoqueiro não vende bem a sua pipoca, não há crise fora do seu âmbito de trabalho? Tem ele que vender o seu carrinho ou ver outra alternativa? O golpe é da ambição exacerbada. “Impossível governar com este Congresso. É mister que ele desapareça para a felicidade do Brasil”. (Marechal Deodoro da Fonseca).