08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Céu de Bauru

Lázaro Carneiro
| Tempo de leitura: 1 min

O entardecer é leve como a névoa e traz o crepúsculo com sua beleza nostálgica.  Quando a cortina negra da noite se abre, expõe a Via Láctea, como joia na vitrine rebrilha sobre mim a abóbada cintilante.

A desidéria imagem me complaz. A profusão de astros celestes me mostra que estou contemplando o resplandecente céu de Bauru. Vejo no firmamento belezas ímpares, é um clarão fulgural que só por aqui encontro. A impressionante beleza do céu de minha terra me faz pensar no absurdo, e me provoca a ilusão de que aqui o teto do mundo é mais baixo.

Toda a beleza da noite parece nascer ali no pôr do sol. Pássaros em suas últimas revoadas dão boas-vindas, e eu me sinto no quintal de Orion brincando com as Três Marias. A paz da noite me envolve e, ornamentado pela beleza do firmamento, me deixo adormecer nos braços do universo.