10 de julho de 2026
Regional

Ex-prefeito mantém versão de que não foi notificado pelo Legislativo


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O pré-candidato a prefeito Ismael Boiani (PSB) mantém o argumento utilizado no recurso ao Legislativo de que não foi notificado para apresentar sua defesa no processo de rejeição das contas de 2011. “Não houve essa notificação. Eu não tive tempo para fazer minha defesa por escrito para os vereadores tomarem ciência da minha justificativa. Eu só fiz oralmente e, quando eu fui fazer oralmente na Câmara durante a sessão, os vereadores já estavam todos de cabeça feita”, diz.

O ex-prefeito sustenta que foi “injustiçado” no julgamento pela Câmara e reitera que as irregularidades que levaram à rejeição de suas contas relativas ao exercício de 2011 tratam-se de “erros de contabilidade”. “Os vereadores sabem que eu não cometi nenhum crime, que não causei nenhum prejuízo para a prefeitura e não tive nenhum benefício. Foi um erro de contabilidade”, afirma.

“O investimento que eu fiz do Fundeb, de acordo com eles, não deu os 95%, deu 94,73%. De acordo com nosso controle, deu 97,34%. Eles glosaram a compra de um ônibus e toda a despesa gerada por esse ônibus durante o ano. Eu usei esse ônibus para transportar alunos do Fundeb e mais alunos do ensino profissionalizante, médio e universitário”.

Na avaliação de Boiani, a votação das contas de 2011 teve um caráter meramente político. “Eles fizeram um julgamento político. Eles queriam me impedir de ser candidato e não julgar um erro meu”, declara. “Eles querem puxar meu tapete, não querem me enfrentar na urna”.

O pré-candidato diz que irá recorrer até a última instância para poder disputar as eleições de outubro. “Eu acho que quanto mais candidato tiver, quando mais opção o povo tiver, melhor para a democracia”, analisa. “Gostaria de disputar com todos eles e dar opção para o povo escolher”.