09 de julho de 2026
Polícia

Distrito Industrial 1 teme onda de furtos e roubos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Uma sequência de roubos e furtos relatadas por trabalhadores, nas últimas semanas, no Distrito Industrial 1, tem gerado preocupação de empresas no bairro. Do dia 12 até nessa quarta-feira (3), funcionários de duas fábricas relataram ter sido vítimas de cinco roubos e seis furtos nas imediações da avenida José Fortunato Molina.

A Polícia Militar (PM) rebate a informação com números oficiais alegando que, do dia 1 de julho até anteontem, apenas cinco furtos foram registrados naquela região.

“Uma dessas ocorrências terminou com uma prisão em flagrante, e outra conseguimos recuperar o pertence da vítima”, diz o comandante da 4.ª Companhia da PM, capitão Bruno Mandaliti.

Insegurança

A reportagem teve acesso às imagens gravadas pelas câmeras de segurança de uma empresa que denunciou duas das ocorrências que teriam vitimado seus funcionários.

No dia 12 de julho, um homem com boné, por volta das 13h10, é visto empurrando uma CG/150, na quadra 2, estacionada em frente a uma empresa de fabricação de máquinas. A moto era de um torneiro mecânico do local, segundo a gerente de RH Neusa Regina Romano, 60 anos.

“O nosso segurança percebeu que era furto e acionou a polícia”, comenta Neusa. “Outras empresas estão com o mesmo problema. Os funcionários têm pensado nisso o tempo todo enquanto trabalham. E não temos espaço suficiente para guardar os veículos dentro da empresa”, acrescenta.

Outra ocorrência também foi filmada no dia 28 de julho. As imagens mostram duas pessoas, uma delas andando com ajuda de uma muleta, furtando as calotas de um veículo, também estacionado por lá, durante à tarde.

“Furtos e roubos sempre aconteceram, mas, de um mês para cá, os bandidos estão muito mais audaciosos. Há alguns dias, dois jovens em uma moto passaram e atiraram com uma arma de pressão contra a portaria da empresa”, reforça Neusa.

Mais casos

Mais crimes são relatados por um técnico de segurança do trabalho de uma fábrica de produtos plásticos a três quadras dali, na quadra 4 da rua José Pinheiro de Goés.

Ele conta que funcionários do turno das 22h da empresa foram vítimas de, ao menos, quatro assaltos em um ponto de ônibus da avenida José Fortunato Molina, na semana retrasada. “Na mesma semana, um carro teve o som furtado. E, de lá para cá, quatro motos estacionadas por aqui também tiveram as placas furtadas. O pessoal está inseguro”, detalha Aniel Miguel, 49 anos.

Vizinhança solidária

Apesar de negar que o número de crimes tenha aumentado na região do Distrtitp 1, o capitão Bruno Mandaliti destaca que uma melhor comunicação entre as pessoas e as empresas no bairro com a PM ajudaria a evitar crimes. “O meliante que furtou a moto ficou uns 15 minutos rondando o local antes de agir. E, mesmo com seguranças por ali, ninguém viu ou acionou a PM antes. Precisamos do apoio da vizinhança solidária para inibir os crimes. Sempre que houver pessoas ou movimentação estranha, o ideal é acionar o 190”, destaca o capitão.

Titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Eduardo Herrera afirma que os casos registrados seguem sob investigação. “É uma região cercada por alguns bairros que possuem alta incidência criminal, mas não descartamos que esses autores possam vir de outros pontos e até de cidades vizinhas”, diz Herrera.

O delegado orienta que é preciso atenção ao redor, independentemente do horário, ao andar na rua. “Ao ser visto, o bandido pode desistir ou, dependendo da distância, dá para a pessoa pedir socorro, correr ou se proteger em alguma empresa”, frisa.

‘Sequestro-relâmpago’

Em 31 de maio, conforme o JC noticiou, uma analista de 40 anos saía do trabalho, no Distrito Industrial 1, quando foi rendida e assaltada por dois homens, que a amarraram dentro de seu próprio carro. Ela foi deixada em uma vicinal da rodovia SP-294, a Bauru-Marília. Após andar por uma hora, a vítima conseguiu acionar a PM. Os dois ladrões foram presos e um adolescente de 17 anos, apreendido.