| Aceituno Jr. |
| Pessoas de todas as idades foram atrás dos monstrinhos no Bosque |
Febre mundial que invadiu o País na última semana, o jogo Pokémon Go mudou o cenário do Bosque da Comunidade do Jardim Dona Sarah, ontem, em Bauru. Dezenas de caçadores de monstrinhos virtuais lotaram o local, considerado um dos pontos com maior número de “pokestops”, onde os jogadores podem adquirir itens necessários para o desenrolar do game, como novas pokebolas e ovos pokémons, por exemplo.
Na tarde desse domingo (7), era incontável o número de jovens, crianças e adultos conversando e caminhando com os olhos fixos nos celulares. Gerente de tecnologia da informação, Vinicius Ishii, 25 anos, explica que o bosque também reúne um grande número de pokémons por ser um endereço que, normalmente, recebe muitas pessoas.
“Também tem um ginásio, onde ocorrem as batalhas para dominar o espaço do bosque. Mas, para isso, você precisa ter pokémons tão fortes quanto o dono do ginásio”, explica ele, que estava acompanhado do primo Gabriel Henrique Gomes Pereira, 14 anos, em sua caçada.
Ele conta que o grau de atração de jogadores é tão grande que, mesmo quando o bosque está fechado, há pessoas caminhando em seu entorno em busca das criaturas virtuais. “Mesmo cada um jogando em seu celular, acaba tendo alguma interação quando alguém encontra um pokémon diferente e faz com que todos corram na mesma direção”, pondera.
O game também levou famílias inteiras para passeios no bosque, à medida que as crianças passaram a enxergar o local como uma possibilidade de encontrar muitos monstrinhos. O casal Maria Fernanda, 38 anos, e Flávio Carniato, 35 anos, foram motivados pelo filho Lucca, 5 anos, a ir até o Jardim Dona Sarah.
Cenário agradável
Além de se satisfazerem com os momentos de diversão do pequeno, puderam aproveitar o agradável cenário para uma tranquila caminhada, que também teve a participação do caçula Rafael, 1 ano. “É uma novidade muito bacana, uma forma de a gente poder brincar junto e de tirar toda a família de casa. O importante é não fazer nada com exagero, então a gente controla o tempo em que ele pode ficar jogando para poder brincar de outras coisas também”, conta Maria Fernanda.
Ela lembra que a franquia Pokémon e seu principal personagem, o Pikachu, fizeram parte de sua adolescência. Talvez por esta identificação, tantos adultos também se encantaram com o jogo, que usa uma sobreposição de figuras virtuais com imagens reais captadas pela câmera do celular – a chamada realidade aumentada.
Embora os riscos de acidentes e roubos precisem ser considerados, o professor Everton Coral, 32 anos, também adepto do game, comemora a tomada dos espaços públicos por um número tão grande de pessoas. “Sem o jogo, as pessoas estariam trancadas dentro de casa, mexendo no celular. Agora, a gente fica ao ar livre. Muitas vezes, acaba encontrando pessoas conhecidas e aproveita para colocar a conversa em dia, além de fazer novas amizades com outros jogadores”, considera o professor.