Presidente da Câmara Municipal e candidato a vice-prefeito, Lima Júnior (PSDB) afirmou, nesta segunda-feira (8), na sessão legislativa, que a Emdurb pode ter “mascarado” o volume do lixo que era levado ao aterro sanitário de Bauru, desativado em maio deste ano, para majorar seu faturamento com a prestação do serviço. “Isso é malandragem”, criticou o vereador.
A constatação do tucano se deu pela brusca queda na quantidade de resíduos coletada, como revelou reportagem da edição do dia 8 de agosto do Jornal da Cidade.
A redução no volume do lixo doméstico é percebida desde o mês de abril, mas tornou-se ainda mais patente nos últimos dois meses, os primeiros desde que os materiais passaram a ser levados à cidade vizinha.
No mês passado, por exemplo, foram recolhidos 1.061 toneladas a menos do que no mesmo período de 2015. A queda foi de 14%.
A Emdurb recebe, da Secretaria do Meio Ambiente (Semma), por tonelada de resíduos coletada e era remunerada também pela destinação final dos materiais antes da “terceirização” do serviço para o aterro privado de Piratininga.
A Semma admite que não acompanha a pesagem do lixo, mas tanto a gestora da pasta, Lázara Gazzetta, quanto o presidente da empresa pública, Nico Mondelli, atribuem a redução no volume de resíduos à diminuição do consumo pela população, em decorrência da crise.
Preço
Também foi criticado, por Sandro Bussola (PDT) e José Roberto Segalla (DEM), o pedido da Emdurb para que a prefeitura aumente em 18% o valor de R$ 135,00 pago ao órgão por cada tonelada de lixo coletada.
A empresa pública enfrenta dificuldades financeiras e, mesmo alegando que o preço de seu serviço não é reajustado há dois anos, admite que a solicitação tem como objetivo garantir o fechamento de suas contas até dezembro.
Segalla levou uma lousa para a tribuna para explicar que, além de ampliar receitas, para alcançar o equilíbrio, a Emdurb precisa reduzir custos. O vereador voltou a defender a demissão de todos os ocupantes de cargos comissionados do governo.
“Podem também aumentar a prestação de serviços, mas não terão meu apoio para elevar preços”, frisou o parlamentar. Sandro Bussola disse que a Emdurb beira o caos e pregou a necessidade de se repensar o modelo de gestão e o papel da empresa pública. “Se não fosse a fiscalização da Câmara e as cobranças da imprensa, estaríamos pagando fortunas ainda maiores para o lixo e para o chorume”.