08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Cadê as propostas para governar Bauru?

Antonio Pedroso Júnior, o Chinelo
| Tempo de leitura: 2 min

Asucessão municipal começa em ritmo de Rubinho Barrichello e sem muita esperança de vermos o ritmo acelerado, considerando que aquelas lideranças que poderiam ser consideradas as favoritas, resolveram sair de cena. Além das novas regras eleitorais que inibem  a doação de recursos para as campanhas. Este fenômeno não ocorre somente em Bauru e sim em grande parte de nossos municípios. Teremos uma disputa acirrada, calcada nas imagens pessoais dos candidatos e suas equipes de marketing, sem que os problemas da cidade sejam discutidos em profundidade em busca das soluções esperadas pela nossa população.

O período que antecedeu as convenções foi marcado por sucessivas e intermináveis reuniões, não se tendo notícias que nelas se discutiu um programa de trabalho para uma possível nova administração e sim, tão-somente as questões pontuais e pragmáticas. Dirigentes partidários, muitos deles eternamente provisórios, tentam mais uma vez misturar agua com óleo, montando chapas sem nenhuma identidade ideológica ou pragmática, na busca até insana do poder. Foi-se o tempo em que os candidatos elaboravam um programa de governo ou mesmo uma carta de princípios para apresentar aos aliados e ao conjunto do eleitorado. Hoje, o que impera, muito embora os interessados neguem, é a teoria de São Francisco de Assis:  é dando que se recebe.

Ao invés de se discutir os problemas da cidade, em busca de soluções, discute-se a participação dos aliados na provável próxima administração, mesmo sabendo, que estes compromissos pré-eleitorais dificilmente serão cumpridos e que a ruptura, destas alianças, muitas vezes ocorre durante a própria campanha eleitoral.

O cardápio oferecido para esta sucessão é variado e mesmo assim, recebe criticas prematuras por não ser de agrado de muitos. Alguns dos pratos aparentam ser indigestos e refutados de pronto por aqueles que continuam sonhando com um governo efetivamente democrático e popular, comandado por pessoas efetivamente interessadas no progresso de nossa cidade.

A esperança é que os candidatos despertem para a realidade, começando a discutir com a comunidade a dívida monstruosa da Cohab, o sucateamento do DAE, a melhoria da saúde, do saneamento básico, do que fazer com a Estação Ferroviária, a participação comunitária. A população não quer saber de prefeito engolindo fogo na Nações, cantando parabéns em aniversário de boneca ou pulando de paraquedas, além de outras praticas nitidamente populistas e sim, em uma pessoa que administre com eficácia a cidade.

A única coisa é aguardar o desenrolar da campanha na expectativa de que propostas convincentes sejam apresentadas, discutidas sem ataques pessoais, tanto diretos como indiretos. Bauru merece um futuro melhor.